As buscas realizadas nas propriedades do ex-príncipe Andrew em Sandringham e Windsor foram consideradas ilegais por Nicholas Hilliard, juiz do Tribunal Superior de Justiça da Inglaterra e Gales. A ação ocorreu no dia do aniversário de 66 anos do aristocrata, em fevereiro deste ano, mas, apesar da decisão judicial, as autoridades policiais asseguram que a apuração permanece em andamento.
H2 Prisão e conexões com Jeffrey Epstein Andrew foi detido em 19 de fevereiro devido a suspeitas decorrentes de sua proximidade com Jeffrey Epstein. O ex-duque de York manteve laços com o magnata durante o período em que atuava como enviado comercial do Reino Unido. Epstein enfrentava acusações de crimes sexuais, incluindo o tráfico sexual de menores. O ex-príncipe passou por interrogatório sob advertência, embora negue veementemente qualquer participação nos delitos investigados.
H2 Falhas nos documentos judiciais e uso de provas Conforme apurado pela imprensa britânica, a polícia do Vale do Tâmisa reconheceu o emprego de mandados incorretos durante a permanência de cinco dias nas residências de Andrew, cujos dispositivos e documentos apreendidos continuam sob custódia policial. Os embates jurídicos devem se estender até o próximo ano para definir se o material confiscado poderá ser validado como prova, enquanto o indiciamento do ex-membro da realeza ainda permanece incerto.
H2 Posicionamento oficial das autoridades A polícia reafirmou sua dedicação ao caso e à apuração dos fatos. “Nossa investigação sobre a alegada má conduta em cargo público por parte de um homem de 60 anos de Norfolk continua em andamento”, afirmou um porta-voz.
“Continuamos a seguir todas as linhas de investigação razoáveis para avançar de forma eficaz e justa nesta investigação”, garantiu.
Em 18 de fevereiro, véspera das operações, as autoridades requereram mandados fundamentados nos artigos 8 e 9 da Lei de Polícia e Provas Criminais. Enquanto o primeiro dispositivo autoriza a entrada e revista em busca de evidências de crimes, o segundo concede acesso legal a materiais de procedimentos especiais. Contudo, um magistrado do Old Bailey validou apenas o pedido com base na seção 8, restringindo a apreensão de documentos de cunho comercial ou protegidos por sigilo jurídico.
H3 Anulação e desdobramentos futuros Hilliard comunicou às autoridades que os documentos solicitados perderam a validade em 22 de julho. Contudo, o magistrado enfatizou que a falha processual não encerra o caso.
“O fato de terem sido anulados não põe fim a uma investigação, nem significa que toda a investigação foi ilegal”, afirmou Hilliard.
Por outro lado, fontes próximas ao investigado relataram recentemente que ele se encontra otimista quanto à possibilidade de reverter a situação e limpar sua reputação no futuro.







