Um evento político realizado na Universidade Federal de Sergipe (UFS), em Aracaju, foi marcado por um incidente grave nesta quinta-feira (8/10). Estudantes que participavam de uma manifestação em defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva relataram que um homem, conduzindo um veículo, aproximou-se do local e efetuou disparos para o alto antes de deixar a área. Até o momento, não há registros de feridos decorrentes da ação.
Repercussão e investigação oficial
O caso ganhou visibilidade após vídeos do momento circularem nas redes sociais. Em resposta à repercussão, a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe informou que está apurando as denúncias, embora tenha ressaltado que, até agora, não há confirmação oficial sobre a ocorrência dos disparos.
O advogado-Geral da União, Jorge Messias, manifestou-se publicamente sobre o ocorrido, classificando o episódio como um caso de violência política. Em suas redes sociais, ele afirmou: “É preciso denunciar, com toda clareza, o que está acontecendo novamente. O Brasil já viveu esse roteiro — e conhece suas consequências. Trata-se de violência política: o mesmo ambiente de radicalização que contribuiu para a morte de pessoas inocentes em 2018 e 2022, alimentou o “bangue-bangue” nas ruas e nas redes sociais e culminou na destruição das sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 parece estar ganhando força outra vez. É hora de interromper essa escalada. Basta de violência política, intolerância e ataques à democracia”.
Posicionamento do movimento estudantil
O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFS emitiu uma nota oficial repudiando o comportamento do suspeito. Segundo a entidade, o ato foi uma ameaça direta à integridade dos presentes e ao ambiente democrático. “Sacar uma arma e disparar contra o céu diante de uma manifestação pacífica é um ato de grave irresponsabilidade que ameaça a vida e afronta a democracia”, declarou o DCE.
Contexto de insegurança nas universidades
O episódio em Aracaju acontece logo após um grave incêndio atingir um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que também havia sediado um ato pró-Lula anteriormente. O caso na UFPE está sob investigação da Polícia Federal, que mantém contato com a reitoria e o Corpo de Bombeiros. O Ministério da Educação já anunciou um repasse de R$ 128 milhões para a reconstrução da estrutura atingida em Pernambuco, que abrigava importantes pesquisas científicas nas áreas de saúde e tecnologia.







