A equipe de representação de Mia Goth emitiu um posicionamento contundente contra o Instagram após a viralização de uma imagem falsa da atriz, gerada por inteligência artificial. O conteúdo, que trazia uma suposta indireta ao seu ex-marido, Shia LaBeouf, foi compartilhado por uma conta de fãs que possuía o selo azul de verificação, induzindo o público e veículos de comunicação ao erro.
O problema das contas verificadas e a IA
A polêmica envolveu um perfil que acumulava cerca de um milhão de seguidores e se passava pela artista. A imagem manipulada mostrava Mia Goth segurando uma camiseta com a frase “Meu ex é meu maior fã”. A porta-voz da atriz, Christine Tripicchio, reforçou que a estrela não mantém presença digital. “Mia Goth não possui nem utiliza contas em nenhuma plataforma de mídia social”, afirmou.
A equipe da atriz já havia tentado, sem sucesso, a remoção da página anteriormente. “Apresentamos várias denúncias ao Instagram para que remova a conta de fã verificada que continua publicando imagens falsas de Mia Goth geradas por inteligência artificial”, declarou Tripicchio.
Críticas aos critérios da Meta
A representante de Mia Goth questionou a política da plataforma em relação à autenticidade de perfis. “O fato de essa conta de fã atender aos critérios do Instagram para receber o selo azul é preocupante em um nível fundamental”, criticou. Além disso, a porta-voz destacou a negligência com a proteção da imagem da atriz: “Além disso, é incompreensível que o Instagram aparentemente priorize a disseminação de imagens falsificadas e manipuladas em detrimento da proteção e da integridade da imagem de uma figura pública”, acrescentou.
Posicionamento da Meta e contexto
Após a pressão e a repercussão negativa, a Meta confirmou que a conta foi derrubada. “A conta foi removida por se passar por uma figura pública”, explicou um porta-voz da empresa. O caso aconteceu em um momento delicado, logo após a divulgação do pedido de divórcio do casal, que estava separado desde julho de 2025.
O incidente traz à tona um debate crescente sobre a ética da inteligência artificial e a proteção de celebridades. Nomes como Scarlett Johansson e Cate Blanchett, que inclusive criou a “Human Consent Foundation”, já se posicionaram contra o uso indevido de suas imagens por tecnologias de manipulação digital.








