Completando dezessete meses de pontificado, o papa Leão XIV ingressará no hospital na próxima terça-feira (13) para a remoção cirúrgica de um nódulo no pulmão. O Vaticano ainda não confirmou se o procedimento cirúrgico ocorrerá imediatamente na mesma data.
Aos 71 anos, o líder da Igreja Católica ostenta um histórico de boa saúde e mantém forte apreço pela prática de atividades esportivas.
Cronograma da internação e planos de viagem
O próprio pontífice revelou no domingo (11) que a intervenção médica estava agendada “para os próximos dias”. Posteriormente, a Santa Sé ratificou a entrada na unidade de saúde para a terça-feira, mantendo em aberto o horário exato da operação.
A equipe médica projeta um período de convalescença de cerca de sete dias. Caso a previsão se confirme, o Santo Padre poderá manter sua agenda e embarcar para o giro internacional pela América Latina em 6 de novembro.
O roteiro de onze dias prevê passagens por Argentina, Uruguai e Peru. Este último possui forte ligação afetiva com o papa, que atuou por vinte anos como missionário na região e chegou a ser condecorado com a cidadania peruana.
Entenda o que é um nódulo pulmonar
Trata-se de uma massa de tecido reduzida localizada no órgão respiratório. Na grande maioria dos casos, essas estruturas são benignas e não indicam malignidade, embora uma parcela restrita possa representar um quadro inicial de neoplasia.
Frequentemente assintomáticos em fases precoces, os pequenos nódulos costumam ser identificados de maneira incidental durante investigações de outras condições médicas.
Já as formações maiores podem desencadear falta de ar, desconforto torácico e tosse contínua, que pode vir acompanhada de traços de sangue. O procedimento cirúrgico exige anestesia geral e intubação para assegurar a ventilação adequada do paciente.
Hospital Gemelli e a tradição papal
O centro médico escolhido para o procedimento é o Hospital Gemelli, considerado o maior complexo de saúde de Roma e principal referência para o atendimento dos chefes da Igreja Católica. O antecessor, papa Francisco, esteve internado no local por várias semanas antes de falecer em abril de 2025.
Já João Paulo II, que liderou a instituição religiosa entre 1978 e 2005, utilizou as dependências do hospital em nove ocasiões distintas, acumulando 153 dias de internação. O pontífice polonês costumava brincar que o hospital era o “Vaticano número três”, logo após o Vaticano e a residência estival de Castel Gandolfo.
Para abrigar os líderes católicos com segurança e comodidade, o Vaticano estruturou um apartamento privativo na cobertura do complexo hospitalar. O acesso ao local é restrito por um corredor monitorado permanentemente por agentes da polícia italiana e da gendarmaria do Vaticano.
A estrutura exclusiva dispõe de aposentos para o pontífice, além de gabinete para reuniões com os profissionais de saúde, cozinha privativa, instalações sanitárias, espaços de repouso e um espaço dedicado a rituais religiosos.








