As produções baseadas em fatos reais consolidaram-se como um dos pilares mais rentáveis do streaming no Brasil. O gênero true crime, especificamente, tem demonstrado um poder ímpar de mobilização, transformando casos que dominaram o noticiário em séries e documentários que ocupam o topo das listas de mais assistidos.
Sucesso de audiência nas plataformas O Prime Video colheu resultados expressivos com o lançamento de “Tremembé”, produção apontada como a série nacional de maior audiência da plataforma desde sua chegada ao Brasil, em 2016. Esse movimento é corroborado por dados da Parrot Analytics, que indicaram, em 2023, que o Brasil representava metade da demanda por conteúdos de crimes reais em toda a América Latina.
A Netflix segue a mesma tendência. A obra “A Vítima Invisível: O Caso Eliza Samudio” registrou 10,5 milhões de visualizações no segundo semestre de 2024. Embora a cinebiografia “Senna” não se enquadre no true crime, seus 15 milhões de visualizações no mesmo período reforçam o apetite do assinante brasileiro por histórias que possuem lastro na realidade.
Expansão do gênero e novos títulos A lista de produções que revisitam casos de grande repercussão só aumenta. Entre os títulos recentes estão “Caso Eloá: Refém ao Vivo”, na Netflix, e “Ângela Diniz: Assassinada e Condenada”, na HBO Max. O mercado já antecipa novos lançamentos, com a Amazon preparando projetos como “Quem Matou PC Farias?” e “Tiros no Escuro”.
O desafio das plataformas agora é equilibrar essa estratégia de revisitar memórias coletivas com a necessidade de inovação. O objetivo central é oferecer uma nova perspectiva sobre eventos já conhecidos pelo público, mas existe a preocupação constante com uma possível saturação do gênero no mercado audiovisual.
Bastidores do entretenimento Em outros setores da TV, Dedé Santana destacou a versatilidade de Leandro Hassum. “Dedé Santana, no auge dos seus 90 anos, me disse que Leandro Hassum é o exemplo perfeito do humorista dos novos tempos. Um dos raros, segundo ele, que soube se adaptar ao que o politicamente correto recomenda, sem deixar de ser engraçado.”
Além disso, a produção de séries nacionais continua aquecida em outros players. Monica Albuquerque, na Disney, lidera projetos como uma minissérie sobre a vida de Ronald Biggs e outra produção focada na trajetória das mulheres no jogo do bicho. Enquanto isso, na TV aberta, a Globo mantém alta expectativa com a novela “Lá na Minha Terra”, que aposta na identificação popular através de cenários como a Chapada Diamantina.








