Um ataque contra o Aeroporto Internacional de Riade resultou na morte de pelo menos 12 pessoas e deixou 309 feridos no último sábado. A confirmação foi divulgada pela autoridade de aviação civil saudita, que detalhou que entre as vítimas fatais estão quatro cidadãos sauditas e oito estrangeiros, incluindo um americano.
Vítimas e mobilização médica
O impacto causou “danos materiais” e ferimentos de diferentes gravidades. “O ataque também deixou 309 feridos”, informou o órgão oficial, com registros de lesões graves. Hospitais locais mobilizaram equipes médicas de emergência para prestar atendimento, enquanto várias embaixadas orientaram seus cidadãos a ficarem longe do terminal, que teve as operações paralisadas.
Entre os mortos, um comissário de bordo egípcio e um cidadão palestino foram identificados por fontes médicas. A coalizão militar que apoia o governo do Iêmen atribuiu a ofensiva aos combatentes houthis, aliados do Irã, classificando o episódio como um crime de guerra e prometendo uma retaliação enérgica.
Relatos de pânico e contexto regional
Passageiros que estavam no local relataram momentos de terror durante a explosão. “Eu estava no portão 403. Vi como atingiram o 401, vi feridos (…) Todo mundo corria”, contou uma testemunha. Uma fonte diplomática apontou que um míssil atingiu o complexo por volta das 15h locais.
O incidente ocorre em meio ao fim de uma trégua de quatro anos no Iêmen e à escalada de tensões no Oriente Médio. Diante do cenário de instabilidade, representações diplomáticas de países como Estados Unidos, Canadá, Alemanha e Espanha emitiram alertas de segurança e proibiram deslocamentos de funcionários para o aeroporto na semana seguinte.
Enquanto isso, a situação geopolítica continua tensa com confrontos terrestres em zonas estratégicas próximas ao Mar Vermelho, mantendo o nível máximo de alerta na península arábica.








