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Terremoto de magnitude 7,7 no Panamá deixa 27 feridos e danos

Estradas foram destruídas, voos desviados e líderes internacionais ofereceram apoio humanitário ao país central-americano.

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Terremoto no Panamá deixa pelo menos 27 feridos

Um forte terremoto de magnitude 7,7 atingiu o Panamá na última sexta-feira (9), resultando em 27 feridos após o desabamento de estruturas na região central e gerando momentos de desespero na capital nacional. O abalo sísmico aconteceu às 12h56 no horário local, tendo seu epicentro fixado a 10 quilômetros de Pitaloza Arriba, na província de Herrera, conforme dados divulgados pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Áreas mais afetadas e danos materiais

Os prejuízos mais graves se concentraram nas províncias de Los Santos, Herrera, Veraguas e Coclé. O Sistema Nacional de Proteção Civil (Sinaproc) confirmou que 27 pessoas sofreram ferimentos leves em território nacional, enquanto moradias, escolas, hospitais, templos religiosos, edifícios públicos, pontes e rodovias sofreram impactos severos.

A cidade de Tonosí, com 9.000 moradores situada a 360 quilômetros da Cidade do Panamá, tornou-se um dos pontos mais críticos da tragédia. O ministro da Saúde, Fernando Boyd, confirmou que a localidade ficou isolada por via terrestre. Na capital, onde tremores não são comuns e costumam se concentrar na fronteiriça província de Chiriquí, o abalo durou cerca de um minuto e levou milhares de cidadãos a abandonarem edifícios tomados pelo pavor. O USGS ajustou a intensidade do fenômeno para 7,7 após avaliações preliminares de 8 e 7,6, enquanto mais de 100 tremores secundários foram contabilizados.

Impacto na infraestrutura e transportes

Apesar do cenário de destruição, o Canal do Panamá, rota crucial por onde flui 5% do comércio marítimo global, manteve suas atividades funcionando com “normalidade”. Por outro lado, o aeroporto de Tocumen, considerado um hub essencial para a aviação latino-americana, precisou paralisar suas operações temporariamente, resultando no desvio de diversas rotas aéreas.

Respostas do governo e solidariedade internacional

Diante da gravidade da situação, o presidente do país declarou: “O desastre que estamos enfrentando é grande”, ressaltando ainda que existem vias de tráfego “totalmente destruídas” ou “completamente colapsadas”. René García, diretor do Centro de Operações de Emergências, assegurou que “até o momento não há registros de vítimas fatais“.

O governo dos Estados Unidos agiu rapidamente por meio do secretário de Estado, Marco Rubio, que anunciou na rede social X que seu departamento “está mobilizando rapidamente recursos e funcionários para fornecer assistência”. Vários chefes de Estado da América Latina expressaram apoio oficial e colocaram equipes à disposição. O Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) repassou 250.000 dólares para “atenção humanitária imediata” e abriu uma linha de crédito emergencial de 50 milhões de dólares.

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