O ex-surfista profissional Pedro Scooby utilizou suas redes sociais para se defender publicamente após ser citado em uma ação judicial movida por uma ex-funcionária contra seu falecido pai, Alexandre Cosme Vianna.
Afastamento familiar e abandono
Em publicações feitas nos stories do Instagram nesta quinta-feira (8), o atleta negou qualquer envolvimento com as irregularidades apontadas e detalhou o distanciamento que mantinha do genitor há anos.
“Meu pai me abandonou quando eu tinha 15 anos, meu irmão, 13. Abandonou minha mãe, eu e meu irmão. Minha mãe teve síndrome do pânico, depressão. A gente quase passou fome. Passpassamos por poucas e boas. A gente conseguiu dar a volta por cima, meu irmão seguiu a vida dele, a minha mãe eu cuido dela até hoje, e eu não tive nenhuma relação mais com meu pai”, frisou.
Renúncia de bens e críticas à imprensa
O ex-participante de reality show também destacou que nunca participou de empreendimentos do pai e que abriu mão de qualquer patrimônio deixado após o falecimento de Alexandre, ocorrido em abril de 2024.
“Se meu pai fez alguma coisa na vida dele, nunca tive acesso às coisas dele. Nem depois que ele morreu tive acesso à herança dele. Inclusive abri mão da herança dele pela minha relação com ele. Minha vida sempre foi baseada na honestidade e no trabalho”, declarou.
O famoso ainda criticou veículos de imprensa que associaram seu nome a empresas fantasmas e reforçou sua conduta profissional ao longo dos anos. “Nunca dei volta em ninguém. Nunca teve nenhuma pessoa que trabalhar comigo reclamou. Se outras pessoas escolhem caminhos errados não é comigo. Não tenho nada a ver com isso. Nunca tive nada com meu pai e nem relação com ele desde os 15 anos”, completou. “Se outras pessoas escolhem caminhos errados, isso não é comigo. Tenho meu trabalho, a minha profissão, faço as minhas coisas, abri mão de herança, então não tenho nada a ver com isso. Sites que ficam querendo fazer matérias tendenciosas, colocando que eu tive cinco empresas. Nunca tive isso, nunca tive nada com meu pai”, finalizou.
Entenda o processo judicial
A ação foi protocolada pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro em nome de uma mulher que trabalhou durante sete meses em uma propriedade rural de Alexandre em Vassouras, no interior fluminense.
A ex-funcionária alega que assinou papéis acreditando se tratar de trâmites de contratação, mas posteriormente descobriu que seu CPF havia sido utilizado para registrá-la como sócia de cinco empresas da família. Com isso, ela acumulou um passivo superior a R$ 1 milhão em cobranças judiciais, fraude descoberta apenas quando tentou solicitar auxílio-doença após sofrer um AVC.
A defesa da trabalhadora pede a invalidação dos registros societários, a exclusão do nome dela dos CNPJs e o pagamento de R$ 10 mil em caráter de indenização por danos morais. Com a morte de Alexandre em 2024, Pedro Scooby e outros três herdeiros passaram a figurar no polo passivo do processo, trâmite processual padrão que não atesta culpa individual, e a matéria agora aguarda deliberação na 1ª Vara da Comarca de Barra do Piraí.







