A cantora Sandy utilizou sua participação no programa Nesse Canto Eu Canto, exibido pelo Multishow nesta terça-feira (6/10), para promover uma reflexão necessária sobre a gestão de limites nas relações interpessoais. Em um bate-papo com a convidada Duda Beat, a artista enfatizou que o cuidado com o próximo não deve ser um gatilho para o abandono das próprias vontades e necessidades individuais.
A complexidade da autocobrança
O diálogo ganhou profundidade quando Duda Beat compartilhou suas dificuldades em lidar com a pressão interna. A pernambucana revelou que frequentemente se sente responsável por situações alheias, o que gera um desgaste emocional significativo. Sobre essa postura, a convidada detalhou: “Tenho um amigo, que sempre fala para mim: ‘Você não faz mal a ninguém. Só a você mesma’”. Duda ainda admitiu que a exigência externa acaba sendo potencializada por uma autocrítica severa: “Sou uma pessoa que sofro muito, me culpo muito. Quando existe uma cobrança de fora, a minha cobrança já é muito maior comigo mesma”.
Reflexão sobre as expectativas alheias
Ao ouvir o desabafo, Sandy pontuou que o exercício de dizer não ou de se posicionar é um processo complexo, especialmente quando o medo de magoar o outro entra em cena. Para a apresentadora, é fundamental encontrar um equilíbrio entre a empatia e a preservação do eu: “É um assunto profundo e complexo, porque, às vezes, nos preocupamos muito como vai bater no outro, o que o outro vai sentir, o que outro quer e eu, talvez, não esteja querendo dar”.
Limites contra a invasão de privacidade
A artista aproveitou o momento para ampliar a discussão para além das relações próximas, citando a exposição pública e o comportamento de quem acompanha a vida das celebridades. Sandy destacou que a imposição de barreiras é uma forma de proteção essencial contra o escrutínio constante. “Tem limites saudáveis que precisam ser impostos, porque, senão, ferimos a nós mesmos e isso é dentro de casa, para a mídia, para os fãs, para os curiosos que estão aí futricando na nossa vida. É importante ser empático e cuidar do outro, mas sem descuidar de nós mesmos”, concluiu.







