O ciclo de captura da sardinha-verdadeira (Sardinella brasiliensis) encerrou-se em 30 de setembro, dando início ao período de defeso nas áreas Sul e Sudeste do Brasil a partir de 1º de outubro. A paralisação obrigatória permanece válida até 28 de fevereiro de 2027, com o reinício das atividades pesqueiras agendado para o dia 1º de março.
Balanço da temporada e impacto ambiental
Durante o ciclo recente, a cidade de Angra dos Reis contabilizou um pouco mais de 23 mil toneladas do pescado retiradas do mar. Embora tenha ocorrido uma retração de cerca de 25% na comparação com o ciclo prévio, o município assegurou a sua posição de destaque no estado.
A queda nos volumes é atribuída, entre outros aspectos, aos efeitos do fenômeno El Niño, que modifica as correntes marinhas e a temperatura oceânica, impactando a presença e o deslocamento dos cardumes.
Qualidade do pescado e economia local
Em contrapartida à diminuição na quantidade, a safra chamou atenção pelo porte dos peixes. Os exemplares exibiram excelente padrão de tamanho e qualidade, o que favoreceu a comercialização do produto.
O setor exerce um papel fundamental nas finanças da região. A estimativa é de que aproximadamente 750 pescadores locais participem diretamente da atividade, enquanto toda a cadeia produtiva, englobando transporte, triagem e descarga, afete mais de 3 mil pessoas.
O secretário de Agricultura, Aquicultura e Pesca, Jorge Eduardo Mascote, enfatizou a relevância da medida protetiva para a sustentabilidade do setor.
“Precisamos cuidar dos nossos cardumes sem esquecer de quem depende da pesca para viver. O defeso é importante, justamente, para garantir que essa atividade continue gerando trabalho e renda para as famílias de Angra”, afirmou.
Regras e penalidades do defeso
Com a proibição em vigor, a captura da sardinha-verdadeira é totalmente vedada. A violação das normas ambientais pode acarretar sanções severas, incluindo multas que alcançam R$ 100 mil, além da confiscacão do material e da embarcação utilizada.







