O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou nesta quarta-feira (7) que o Irã “perdeu o controle total” do Estreito de Ormuz, importante via para o comércio global de petróleo, com o tráfego da commodity próximo aos patamares anteriores ao conflito.
Impacto no Estreito de Ormuz
A passagem marítima sofreu com interrupções desde o fim de fevereiro, quando o confronto começou e Teerã bloqueou a rota que escoa cerca de 20% das exportações mundiais de petróleo em retaliação aos ataques dos Estados Unidos e de Israel.
Durante coletiva em Atenas, na Grécia, o chefe da diplomacia americana afirmou: “Agora circula quase tanto petróleo quanto antes do início deste conflito. Portanto, eles perderam o controle total do estreito”.
Em setembro, Donald Trump rejeitou uma oferta iraniana para reabrir a via em uma semana sob condições de Teerã. Depois disso, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, indicou que um acordo negociado ainda dependia do atendimento às demandas do país.
Previsão econômica e sanções
Marco Rubio também avaliou que as sanções aplicadas por Washington geram impactos severos no Irã e classificou as medidas como “devastadoras”.
O secretário projetou um futuro sombrio para o país persa ao relatar que “a situação se tornará catastrófica”, reforçando a estratégia de pressão econômica americana durante o conflito e a cobrança pelo encerramento de investidas contra embarcações locais.
Parceria com a Grécia
Ao lado do ministro das Relações Exteriores grego, George Gerapetritis, Rubio comunicou um pacto bilateral de cooperação antiterrorista.
“Temos orgulho de anunciar um novo memorando de entendimento que estabelece um programa conjunto de segurança para fortalecer o compartilhamento de informações antiterroristas entre as nossas respectivas agências de aplicação da lei”, declarou.
A Grécia abriga bases militares da Otan, atua em operações de segurança no Mediterrâneo Oriental e comanda uma missão naval da União Europeia focada na proteção de navios mercantes no Mar Vermelho.
Por fim, Gerapetritis sinalizou que Atenas pode colaborar com suporte marítimo no Estreito de Ormuz, desde que haja um acordo de paz viável para a área.







