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MPT recomenda que supermercado reveja uniformes com número 22 após denúncia

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MPT recomenda que supermercado reveja uniformes com número 22 após denúncia
Milena Teixeira

MPT recomenda que supermercado reveja uniformes com número 22 após denúncia

Denúncia aponta pressão para uso de camisas com o número 22; MPT cobra medidas da rede para evitar assédio eleitoral

Milena Teixeira
23/10/2026 17:36, atualizado 23/10/2026 17:43
Reprodução/MPT-SE

O Ministério Público do Trabalho (MPT) na Bahia recomendou que a rede de supermercados RedeMix reveja o uso de uniformes com o número 22 após receber denúncia de possível assédio eleitoral contra funcionários. A recomendação foi assinada pela procuradora Maria Manuella Britto Gedeon do Amaral.

Segundo o documento, trabalhadores estariam sendo constrangidos a usar camisas com o número 22 durante o expediente. A empresa teria justificado a medida como parte da comemoração pelos 22 anos da marca.

Para o MPT, porém, a proximidade das eleições e a associação do número a uma candidatura à Presidência da República podem gerar constrangimento e sugerir apoio político dos empregados.

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O órgão recomendou que a empresa revise ações promocionais e evite mensagens ou símbolos que possam ser interpretados como propaganda eleitoral. Também determinou que a rede se abstenha de pressionar trabalhadores a apoiar candidatos ou partidos, sob ameaça de demissão, perseguição ou outras formas de retaliação.

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do Metrópoles

Entre as medidas previstas estão a criação ou reativação de um canal anônimo para denúncias de assédio eleitoral, a divulgação da recomendação aos funcionários em até 48 horas e a garantia de condições para que todos possam exercer livremente o direito ao voto.

A RedeMix deverá comprovar, em até cinco dias após o recebimento do documento, as providências adotadas. O MPT alerta que o descumprimento poderá resultar em medidas administrativas e judiciais, além de eventual representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A recomendação tem caráter preventivo, e os fatos relatados na denúncia ainda dependem de apuração.

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