O atacante do Tottenham, Richarlison, reafirmou suas denúncias sobre a disputa pela posse de uma mansão situada na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. O atleta alega que o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o advogado Willer Tomaz, amigo próximo do parlamentar, teriam se apropriado do imóvel de forma ilícita. Segundo o jogador, ele detém provas documentais que atestam a aquisição legal do bem.
A versão do jogador sobre a disputa
Em novo vídeo publicado nas redes sociais, o atleta detalhou o processo de compra e criticou a atuação do Judiciário e de órgãos federais. “Fala aí galera, estarei mostrando aqui agora os documentos que comprei a ilha, foi tudo na frente do juiz, foi tudo na frente do desembargador do Rio de Janeiro e foi tudo correto. Nesse período em que eu morei lá, precisava também de uma documentação da Marinha, eles levaram essa documentação com a tal de SPU (documento da Secretaria de Patrimônio da União) e vou deixar o número do processo aí para que vocês possam estar acompanhando também. E nesse caso aí, que eu falei no vídeo anterior que eles foram falhos, a Justiça foi falha, porque a gente sempre esperou a resposta deles e eles nada, só ficavam enrolando até chegar a turma do Willer Tomás”.
Suposta tentativa de compra e indignação
Richarlison afirma que o parlamentar chegou a demonstrar interesse em adquirir a propriedade, utilizando um drone para realizar filmagens no local. Diante da negativa de venda pelo jogador, o atleta sustenta que o grupo teria articulado uma manobra para obter o controle da ilha.
“Então foi aí que aconteceu a mágica, para eles aconteceu muito rápido, foram questões de dias ali e a gente esperou quase um ano e não teve resposta. Então eu como cidadão brasileiro, eu queria ter esses privilégios, saber como que faz para ter esse privilégio da justiça resolver mais rápido para um do que para outros. Então são coisas assim, eu como cidadão brasileiro fico indignado, porque aquela ilha lá eu comprei com dinheiro suado meu, trabalhando, então eu estou aqui lutando pelo que é meu, que é direito meu e eu vou lutar até o final”.
Desmentindo o oportunismo político
O atacante também refutou as alegações de que estaria utilizando o imbróglio jurídico para benefício próprio durante o período eleitoral, garantindo que tentou solucionar o impasse amigavelmente meses atrás.
“O seu Willer Tomaz também fala que eu aproveitei a época de eleição, que é mentira, eu mandei mensagem para o Flávio Bolsonaro no começo do ano, vou deixar o print aqui também, para resolver a situação da ilha e com o passar do tempo eu não tive retorno. Então foi mais ou menos isso, está aí a prova, seu Willer Tomaz, você falou que se eu tivesse a prova que eu comprei a ilha, você ia devolver a ilha, então está aí a prova, e é mais ou menos isso. Valeu!”, concluiu o jogador.








