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Alckmin defende quebra de sigilo de Flávio Bolsonaro

Vice-presidente cobrou transparência total de candidatos e criticou justificativas dadas pelo senador em atos de campanha.

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Alckmin sobre quebra de sigilo bancário de Flávio: "Vida pública é pública"

O vice-presidente Geraldo Alckmin declarou, em agenda de campanha realizada na manhã desta quarta-feira em Campinas, interior paulista, que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro deveria autorizar a divulgação pública de seus dados bancários, fiscais e telefônicos.

Defesa de transparência total na política

Durante o evento eleitoral, ao lado do candidato ao governo paulista Fernando Haddad, o vice-presidente argumentou que postulantes ao cargo máximo do Executivo nacional precisam adotar uma postura de total abertura com o eleitorado.

“Ele está dando uma desculpa. Aliás, eu defendo que quem se elege presidente não devia ter sigilo, nem bancário, nem fiscal, nem telefônico. Vida pública é pública, quem não quiser ter vida pública vai para o setor privado, mas não dá para ter vida pública, ser candidato a presidente da República e não querer prestar contas”, disse Alckmin.

Acusações e suspeitas financeiras

O político do PSB também cobrou esclarecimentos sobre episódios envolvendo o adversário, citando o financiamento para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e as conexões com figuras investigadas.

“[Flavio] não presta conta dos R$ 134 milhões do Banco Master, agora tem outra denúncia [de] R$ 14 milhões recebidos em conta, depois tem outra conta com o que está preso, esse advogado do INSS. Depois não presta contas da rachadinha, não presta contas de funcionário fantasma, não presta contas do Vorcaro, não é possível, é desculpa”, afirmou.

Movimentações jurídicas e eleitorais

O tema ganha força após a protocolação de petições no Tribunal Superior Eleitoral e no Supremo Tribunal Federal pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com relatoria sob responsabilidade do ministro André Mendonça.

A exigência por transparência e prestação de contas contínua segue como um dos motes da campanha governista no segundo turno das eleições de 2026, com foco em confrontar o histórico e as finanças do opositor na corrida presidencial.

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