O Ministério da Saúde iniciou, nesta semana, a disponibilização de nove novos remédios contra o câncer em 20 unidades de atendimento espalhadas pelo território nacional, com ampliação programada para acontecer gradualmente até o final de dezembro.
Ampliação do acesso oncológico
A iniciativa faz parte da estratégia da Assistência Farmacêutica Oncológica, criada para estruturar o fluxo de entrega desses tratamentos à população. De acordo com o governo federal, diversos fármacos já constavam na lista oficial do Sistema Único de Saúde, mas ainda não chegavam de forma prática aos pacientes nos hospitais.
Novas indicações terapêuticas
O planejamento também inclui a ampliação do uso de substâncias que já eram aplicadas na rede pública. Um exemplo é o trastuzumabe, tradicionalmente receitado contra tumores mamários, que passa a ser receitado igualmente para casos de câncer de estômago.
Relação de medicamentos integrados
A seleção do insumo adequado varia conforme o tipo de neoplasia, o grau de evolução do quadro clínico e as características individuais de cada pessoa atendida. A meta oficial estipula a inclusão de um total de 23 novos produtos oncológicos até o mês de dezembro.
A relação completa contempla os seguintes compostos e suas respectivas aplicações:
* Trastuzumabe: câncer de estômago ou junção esofagogástrica. * Abemaciclibe: determinados tipos de câncer de mama. * Acetato de lanreotida: tumores neuroendócrinos. * Pazopanibe: câncer renal metastático. * Rituximabe: leucemia linfocítica crônica e determinados linfomas. * Abiraterona: determinadas situações do câncer de próstata. * Gefitinibe: câncer de pulmão de não pequenas células. * Alfatirotropina: câncer diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo. * Sunitinibe: câncer renal metastático e determinados tumores gastrointestinais.
Com as 13 indicações terapêuticas contempladas nesta fase inicial, a expectativa da pasta é prestar assistência direta a mais de 116 mil brasileiros que lutam contra a doença.








