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Advogada de toalha chuta porta de vizinha em Águas Claras

Condomínio aciona a Justiça para tentar remover moradora após série de surtos e ameaças.

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Advogada de toalha quase derruba porta de vizinha no chute em Águas Claras

Moradores de um prédio em Águas Claras enfrentam momentos de tensão devido ao comportamento de uma advogada de 42 anos, que foi flagrada de toalha tentando derrubar a porta de uma vizinha a chutes na última terça-feira (20).

Conflitos constantes no 10º andar

A rotina no edifício é marcada por barulhos e gritos frequentes vindos do apartamento da suspeita. A situação afeta diretamente quem vive próximo, gerando medo e insegurança na vizinhança.

A vítima dos chutes, de 30 anos, relatou que a força foi tão grande que a estrutura quase cedeu por completo. “Precisei segurar a porta para impedir que ela caísse. Antes de mim, outra moradora já foi atacada com uma barra de ferro na porta, porque ela implica com esse apartamento, que fica bem de frente para o dela”, relatou.

Delírios e crença em Elon Musk

O motivo da obsessão com os vizinhos da frente estaria ligado a uma motivação fantasiosa. Relatos indicam que a mulher apresenta delírios envolvendo o bilionário americano. “Ela é divorciada, mas acredita que é casada com o Elon Musk e que eles precisam de espaço”, contou uma vizinha.

Diante dos episódios de surto psiquiátrico, moradores acionam frequentemente a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Contudo, a impunidade relatada gera revolta. “Nunca há punição. Ela costuma dar carteirada, dizendo que é advogada, e demonstra confiança de que não sofrerá consequências”, relatou a moradora.

Ameaças e acusação de injúria racial

O histórico de conflitos vai além da perturbação do sossego e inclui denúncias graves de crimes como injúria racial e ameaças de morte registradas na delegacia local.

Em maio, uma moradora afirmou ter sido chamada de “preta suja”. “Ela já me ameaçou de morte duas vezes: uma quando eu estava saindo de casa e outra, na semana retrasada, quando passei por ela na rua. Em outra ocasião, tentou me agredir, mas meu irmão e minha mãe estavam presentes”, relatou a moradora.

Medidas judiciais e impasse

O condomínio Edifício Uptown Residence recorreu ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) para pedir o afastamento imediato da moradora, citando multas ineficazes, boletins de ocorrência, vídeos e até um princípio de incêndio no imóvel.

Em junho de 2026, o pedido liminar foi negado pelo desembargador Roberto Freitas Filho, que considerou o despejo uma medida excepcional e apontou a necessidade de maior instrução probatória para garantir o contraditório. O processo principal continua tramitando.

A lentidão das autoridades é criticada pela administração do residencial. “Tem um ponto que ninguém entende. Por que, com tantas ocorrências e ação de despejo, a Justiça não anda com as providências?”, afirmou o síndico. A defesa da advogada foi procurada, mas não houve retorno até o momento.

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