Motorista causou atropelamento e morte de tio de Boulos “para pirraçar”
Em depoimento, motorista que atropelou tio de Guilherme Boulos, morto em 6 de outubro, disse ter causado batida “para pirraçar” após buzinas
São Paulo – O motorista que causou o atropelamento e a morte de Carlos Boulos, tio de Guilherme Boulos (PSol), ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse que brecou o carro e provocou a batida com o veículo da vítima “por pirraça”.
O atropelamento ocorreu em 3 de outubro, na Avenida 23 de Maio, centro de São Paulo. Carlos faleceu em 6 de outubro, após três dias internado em estado grave.
Amilton Jusselino Rodrigues foi denunciado por homicídio doloso qualificado, por motivo fútil, mas segue em liberdade. Ele prestou depoimento à Polícia Civil, e não pôde ser preso porque havia encerrado o período de flagrante.
Além disso, as autoridades seguiram o que está previsto no artigo 236 do Código Eleitoral: nenhum eleitor pode ser preso cinco dias antes e até 48 horas depois do encerramento da eleição, salvo em flagrante, por desrespeito ao salvo-conduto e em virtude de sentença condenatória.
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do Metrópoles SP
“Para pirraçar”
O atropelamento intencional ocorreu na Avenida 23 de Maio, no centro de São Paulo, na noite de 3 de outubro. Na ocasião, segundo o depoimento de Jusselino à polícia, Carlos buzinava repetidamente contra o seu carro.
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Então, “ele brecou seu veículo em avenida de trânsito rápido (23 de Maio), para ‘pirraçar’”. A brecada causou uma batida e um desentendimento entre os dois. Carlos desceu do carro para confrontar Jusselino, momento em que foi atropelado por ele. O investigado fugiu em seguida.
Denunciado por homicídio qualificado
O trecho do depoimento está presente em decisão dessa segunda-feira (19/10) da 3ª Vara do Júri, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). O juiz Daniel de Medeiros Silva Corró recebeu a denúncia por homicídio qualificado, mas negou o pedido do Ministério Público do Estado (MPSP) para prender o motorista preventivamente.
O magistrado considerou que a aplicação de medidas cautelares são suficientes, não havendo necessidade de prisão preventiva.
Como cautelar, o Corró determinou que o investigado compareça mensalmente em Juízo, para comprovar seu endereço e justificar suas atividades, que não altere seu endereço sem prévia e expressa autorização judicial, e que não se ausente do domicílio por mais de oito dias, sem prévia e expressa autorização judicial. Corró a suspensão da habilitação de motorista de Jusselino.
Veja momento do atropelamento:
No vídeo obtido pelo Metrópoles, é possível ver Carlos Boulos no meio da rua, tentando parar o motorista de um carro branco, quando foi atropelado. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), testemunhas relataram que o idoso e o condutor do outro veículo se desentenderam após uma batida no trânsito.
Carlos teria descido de sua caminhonete para conversar, porém o motorista acelerou e atropelou a vítima. Na sequência, o suspeito fugiu em alta velocidade, e o idoso precisou ser levado ao hospital.
Boulos diz que tio foi vítima de “violência inexplicável”
Após a morte do tio, o ministro Boulos se pronunciou nas redes sociais e disse que o parente foi “vítima de uma violência humanamente inexplicável”.
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“Meu tio Carlos era uma das pessoas mais generosas com quem convivi. Uma alma única. É desolador o que ocorreu. Partiu vítima de uma violência humanamente inexplicável. Vá em paz, meu velho! Te amamos muito!”, escreveu.








