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Marcelinho Bob critica rejeição de requerimento sobre ocorrência em escola de Angra

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Vereador Marcelinho Bob também cobrou medidas relacionadas à Meta 17 e questionou o pagamento de recursos do Fundeb aos profissionais da educação

O Requerimento nº 0182/2026, apresentado pelo vereador Marcelinho Bob (PL), que solicitava esclarecimentos sobre uma ocorrência na Escola Municipal Almirante Tamandaré, localizada na Vila Nova, foi negado durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Angra dos Reis realizada na terça-feira (20). A decisão foi criticada pelo parlamentar, que afirmou que pais de alunos e moradores continuam sem respostas sobre o episódio.

Durante sua manifestação, o vereador destacou que o caso ganhou repercussão nas redes sociais, mas, segundo ele, ainda não foram apresentados esclarecimentos suficientes à população sobre o que aconteceu na unidade escolar.

“Até hoje, os pais estão sem saber. Até hoje, a população está sem saber o que aconteceu lá”, afirmou Marcelinho Bob ao comentar a negativa do requerimento.

O parlamentar declarou que continuará exercendo o papel de fiscalização e cobrança do poder público, mesmo diante da rejeição do pedido. Segundo ele, o objetivo é obter informações sobre o episódio e prestar esclarecimentos aos moradores.

Marcelinho Bob também afirmou que sua atuação não se limita ao caso da escola e que pretende continuar acompanhando outras questões de interesse da população de Angra dos Reis.

Vereador cobra cumprimento da Meta 17

Além da situação envolvendo a Escola Almirante Tamandaré, Marcelinho Bob direcionou parte de seu pronunciamento à Meta 17, relacionada à valorização dos profissionais da educação.

O vereador cobrou do prefeito o cumprimento do compromisso assumido durante a campanha eleitoral e afirmou que a medida havia sido apresentada como uma prioridade da administração municipal.

“Cadê, prefeito, a Meta 17? Cadê? Até hoje, nada”, questionou o parlamentar.

Durante a fala, Marcelinho Bob defendeu a valorização dos professores e demais profissionais que atuam diariamente na educação. Ele também mencionou uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) ao argumentar que o direito relacionado à Meta 17 já teria sido reconhecido pela Corte.

O vereador criticou a ausência de medidas concretas sobre o tema e cobrou que os compromissos assumidos com a categoria sejam efetivamente cumpridos.

Em sua manifestação, o parlamentar ressaltou a importância do trabalho dos educadores e afirmou que a valorização desses profissionais deve ser acompanhada de ações práticas por parte do poder público.

Fundeb também entra na cobrança

Outro assunto abordado pelo vereador foi o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Marcelinho Bob questionou se os professores receberão recursos do fundo neste ano e levantou a possibilidade de a situação se repetir como no ano anterior. O parlamentar também destacou a importância desses valores para os profissionais da educação.

“Professor, será que você vai ter o Fundeb esse ano? Será que não vai ser igual ao ano passado? Esse dinheiro ajuda? Eu tenho certeza que sim”, declarou.

Ao abordar o assunto, o vereador defendeu que os profissionais da educação tenham seus direitos respeitados e cobrou explicações sobre a destinação dos recursos e a valorização da categoria.

O Fundeb é um mecanismo de financiamento da educação básica pública e contempla recursos destinados à manutenção e ao desenvolvimento do ensino, além de prever regras específicas para a aplicação dos valores na remuneração dos profissionais da educação, conforme a legislação vigente.

Durante o pronunciamento, Marcelinho Bob relacionou a discussão sobre o fundo à necessidade de reconhecimento do trabalho realizado pelos professores. Ele afirmou que continuará cobrando providências para que os compromissos assumidos com a categoria sejam cumpridos.

Parlamentar afirma que continuará fiscalizando

Ao encerrar sua manifestação, Marcelinho Bob reafirmou o compromisso de continuar fiscalizando as ações do poder público municipal e defendendo as demandas dos profissionais da educação.

O vereador também pediu a participação dos professores no debate, incentivando a categoria a se manifestar sobre a Meta 17 e o Fundeb.

A negativa do Requerimento nº 0182/2026 mantém, segundo o parlamentar, a necessidade de buscar esclarecimentos sobre o episódio ocorrido na Escola Municipal Almirante Tamandaré.

Até o momento, as informações apresentadas no pronunciamento do vereador não detalham a natureza da ocorrência na unidade escolar, nem esclarecem os motivos formais da rejeição do requerimento. Também não foram apresentados, no material utilizado para esta reportagem, posicionamentos da Prefeitura de Angra dos Reis sobre as cobranças relacionadas à Meta 17 e ao Fundeb.

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