A Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) efetuou, nesta terça-feira (20/10), a prisão de uma mulher apontada como a principal fornecedora de medicamentos clandestinos para uma fisioterapeuta. Esta profissional de saúde já havia sido detida no último dia 7 de outubro, sob a acusação de provocar lesões graves em clientes durante a realização de procedimentos estéticos em uma clínica irregular situada em Goiânia.
Esquema de abastecimento ilegal
De acordo com os investigadores, a detida desempenhava um papel central na logística de abastecimento da clínica. Ela era a responsável por garantir o estoque de toxinas botulínicas e diversos outros insumos farmacêuticos utilizados nos atendimentos.
A corporação detalhou como funcionava a dinâmica criminosa: “As negociações envolviam a aquisição e revenda de medicamentos, manutenção de estoque, definição de preços, pagamentos e organização de entregas, além de indícios de que parte dos produtos era adquirida no Paraguai e posteriormente comercializada no Brasil”.
Apreensões e flagrante
Durante a operação de busca e apreensão, os agentes localizaram um volume expressivo de produtos, incluindo ampolas de injetáveis, toxinas botulínicas, seringas e diversos insumos estéticos. Além dos itens de saúde, foram encontrados perfumes de origem estrangeira no local.
Ao ser confrontada pelas autoridades sobre a procedência dos materiais, a suspeita admitiu a origem ilícita. Segundo a PCGO, “Ao ser questionada sobre a origem dos medicamentos, a suspeita declarou que adquiriu os remédios no Paraguai e que não possuía notas fiscais dos produtos, o que reforça os indícios de comercialização irregular”. Diante da ausência de documentação legal e da ilegalidade dos produtos, a prisão em flagrante foi confirmada.
Próximos passos da perícia
Todo o material recolhido pela polícia será submetido a rigorosos exames periciais. O objetivo central dos peritos é verificar a composição química dos produtos, a autenticidade das marcas, as condições de armazenamento e se os itens cumprem as normas de regularidade sanitária brasileiras. O inquérito policial segue em andamento para apurar a extensão total da rede de comercialização desses produtos.








