O príncipe Harry surpreendeu ao detalhar os motivos por trás de seu retorno repentino ao Reino Unido ao lado de Meghan Markle e dos filhos, Archie, de 7 anos, e Lilibet, de 5. Em entrevista recente a um podcast, o duque de Sussex explicou que a prioridade foi oferecer novas oportunidades aos herdeiros, após passar seis anos residindo na Califórnia, nos Estados Unidos.
A decisão de retornar à terra natal
A mudança ocorreu no final de agosto e pegou muitos de surpresa, já que não havia um planejamento de longo prazo. Segundo o caçula do rei Charles III, o processo aconteceu de forma rápida após as circunstâncias se alinharem para a família.
“[Voltamos para ter] oportunidades para a família. Poder matricular as crianças em uma escola britânica significou muito para mim. Eu não sabia o quão importante isso seria. Sempre pensei que seria algo que eu tentaria fazer ou que nós tentaríamos fazer, mas agora eles estão na escola há duas semanas. Eles estão adorando e isso está proporcionando a eles uma experiência completamente diferente”, explicou Harry.
O nobre fez questão de ressaltar que a escolha não teve a intenção de desmerecer o sistema de ensino norte-americano. “Não se preocupem, não estou criticando as escolas norte-americanas. Mas acho que para crianças de sete e cinco anos, poder fazer essa comparação e ter duas experiências culturais completamente diferentes é muito importantíssima hoje em dia. Mas sim, [é bom] estar mais perto da minha família e voltar a pisar em solo britânico por mais de alguns dias ou uma semana aqui e ali, sabe?”, ponderou.
Convivência familiar e novos ares
Além da adaptação escolar dos pequenos, o herdeiro da coroa britânica celebrou a proximidade com amigos e parentes, destacando os encontros para recreação infantil.
“Não era algo que planejávamos há muito tempo. É algo que pensamos e consideramos. Mas para nós, quando certas coisas se alinham e fica claro que isso deveria ou provavelmente vai acontecer, então nos entregamos a isso”, declarou.
O príncipe também mencionou que a estadia prolongada fora da América do Norte serve como um momento de trégua diante do cenário político e midiático local. “É bom estar fora dos EUA pelos próximos meses, talvez. Deixar as coisas se acalmarem um pouco e depois resolvemos isso. Mas, tipo, já tivemos planos no passado, e acho que para muitas pessoas, se você vai fazer uma mudança grande como essa, precisa de muito planejamento. Para nós, foi muito rápido”, cravou.
A busca por reconciliação
Durante a conversa, o assunto central foi a possibilidade de fazer as pazes com o rei Charles III e com o príncipe William, algo que o famoso admitiu desejar profundamente.
“Acho que, de uma perspectiva familiar — e esse é outro problema com o qual muitas pessoas se identificam —, é o desentendimento entre irmãos, o rompimento de relações entre filhos e pais, ou entre filhos e um dos pais. Isso continua surgindo nas conversas que tenho com as pessoas, então sei o quanto elas se identificam com isso. Talvez as pessoas olhem para nós e pensem: ‘Como vocês vão resolver isso? Talvez isso me ajude a resolver meus próprios problemas’”, refletiu.
Por fim, o duque mandou um recado direto sobre os atritos do passado e o futuro das relações familiares: “Algumas pessoas não querem que dê certo. Eu quero que dê certo. Com tudo o que está acontecendo no mundo, o mais importante é a reconciliação, esse é o ponto crucial. As cicatrizes permanecem para sempre. Mas a sua percepção e a sua mentalidade em relação aos acontecimentos, o desapego do passado, são fundamentais”, salientou.








