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Câncer de mama: mulher engravida após 5 anos de tratamento

Após enfrentar menopausa química e quimioterapia, nutricionista celebra o nascimento da filha e consegue amamentar naturalmente.

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Outubro Rosa: 5 anos após câncer de mama, mulher engravida e amamenta bebê

A trajetória de superação da nutricionista Ana Carolina Moraes, de 44 anos, tornou-se um símbolo de esperança durante o Outubro Rosa. Após enfrentar um diagnóstico de câncer de mama agressivo aos 38 anos e passar por um rigoroso processo de tratamento, a profissional conseguiu engravidar naturalmente e amamentar sua filha caçula, Helena. “Eu sou um ponto fora da curva. As coisas acontecem porque têm que acontecer, porque não têm muita justificativa”.

O diagnóstico e o tratamento oncológico Em 2019, enquanto amamentava seu filho mais velho, Heitor, Ana Carolina descobriu um tumor HER2, classificado como um dos tipos mais agressivos da doença. Sem histórico familiar prévio, ela iniciou uma jornada de quimioterapia que resultou em menopausa química e baixa reserva ovariana. Na época, a perspectiva médica era de que ela não conseguiria mais conceber. “Sempre teve [o indicativo] de que eu não engravidaria nunca mais. Todos os meus hormônios eram de mulher em menopausa”, disse.

Uma gestação inesperada aos 43 anos Após anos utilizando tamoxifeno para prevenir a recidiva do câncer, a medicação foi suspensa em 2024 devido a efeitos colaterais. Pouco tempo depois, os ciclos menstruais retornaram e, contra todas as expectativas, um teste de farmácia confirmou a gravidez. “Era tão surreal para mim, eu tremia tanto, e eu olhava de novo para a caixa, e estava lá, é positivo [para gravidez]”, relembra Ana. “Comentei com o marido e ele falou, ‘você tá de brincadeira?’ Eu falava: ‘meu Deus, eu estou grávida com 43 anos, depois disso tudo’”.

A importância do suporte médico especializado A gestação foi classificada como de alto risco, exigindo monitoramento constante devido à idade e ao histórico de saúde da paciente. A médica e mastologista Karina Belickas reforça que casos assim exigem cautela extrema. “Nesse caso é essencial, porque não é só uma pessoa no caso. A gente brinca que gestação não é uma pessoa, não é 100% de sucesso. Você precisa de 200% de sucesso, porque você precisa do sucesso da mãe e do bebê”, disse.

Superação na amamentação Além da gravidez, a capacidade de amamentar foi outra vitória marcante. Mesmo após passar por cirurgia de reconstrução mamária bilateral e sessões de radioterapia, a mãe conseguiu alimentar Helena naturalmente. “Já era um ganho absoluto para minha filha ter conseguido chegar até a nossa família e ter conseguido receber o leite materno, pelo menos de uma mama”, afirmou.

O nascimento de Helena trouxe um novo sentido à vida da família, sendo celebrada pelo irmão mais velho e pelos pais como uma conquista inesperada após o período de incertezas. “É por isso que a gente chama ela de ‘cerejinha do bolo’, ela realmente veio para completar a família”, concluiu Ana.

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