O jurista Miguel Reale Júnior, um dos responsáveis pelo pedido de impedimento de Dilma Rousseff (PT), declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em uma postagem feita em suas redes sociais no último sábado (17/10), ele apareceu fazendo o símbolo da campanha com as mãos.
Apoio público e estratégia verde e amarela Na fotografia divulgada, o ex-ministro da Justiça durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso veste roupas nas cores verde e amarela.
A atitude do advogado ocorreu na sequência de uma mobilização promovida pelo deputado André Janones (Rede-MG), que estimulou eleitores do petista a vestirem a camisa da Seleção Brasileira e utilizarem a bandeira nacional para resgatar símbolos associados a Flávio Bolsonaro na reta final do segundo turno, agendado para 25 de outubro.
Contexto da decisão eleitoral A guinada na postura política de Reale já havia sido indicada no dia 7 de outubro, data em que tornou público seu voto contrário a Flávio Bolsonaro (PL).
Na ocasião, ele divulgou a carta intitulada “Cuidado com o precipício”, alertando que um triunfo do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) representaria riscos institucionais.
Preocupação com os atos de 8 de janeiro Outro fator determinante para o posicionamento do jurista foi o temor em relação a uma possível absolvição dos participantes dos ataques de 8 de janeiro de 2023, o que, em sua análise, poderia favorecer Jair Bolsonaro.
“Assim, cada eleitor de Flávio deve ficar ciente ao escolhe-lo está a admitir a anistia, ou seja, referendando a invasão das sedes dos três Poderes e a tentativa de anulação pela força da eleição fidedigna de 2022”, declarou.
A manifestação do ex-ministro reforça as movimentações políticas na reta decisiva da disputa presidencial, atraindo figuras históricas de diferentes correntes para o debate democrático atual.








