O governo do Irã oficializou neste domingo (18) a nomeação de Mehrdad Ajlaqi para o comando do Ministério da Defesa. A escolha ocorre oito meses após o falecimento do antigo titular da pasta durante investidas militares de Israel e dos Estados Unidos no dia 28 de fevereiro, episódios que marcaram o início do conflito na região do Oriente Médio.
Gestão interina e aprovação no parlamento Desde a morte do antecessor, a pasta vinha sendo administrada interinamente pelo general Majid Ebnelreza, membro da Guarda Revolucionária.
Conforme dados divulgados pelo portal oficial do governo, Ajlaqi “foi escolhido para o cargo com 237 votos a favor”, computados de um total de 277 parlamentares presentes.
Prioridades e perfil do novo ministro Com 68 anos de idade, o novo titular não tem trajetória nas forças armadas, embora acumule uma experiência de 42 anos prestando serviços dentro do próprio Ministério da Defesa.
Diante do Parlamento, o gestor indicou quais serão suas prioridades à frente da pasta nacional. “O reforço da Frente de Resistência [grupos armados hostis a Israel e aliados do Irã], ainda mais do que antes, constituirá também um dos principais eixos do meu programa”, declarou o novo ministro perante o Parlamento, segundo a agência de notícias Tasnim.
Histórico de sanções internacionais Além de sua longa trajetória na administração pública da defesa, o político carrega restrições impostas por organismos internacionais devido às suas antigas funções no país persa.
As Nações Unidas impuseram sanções a Ajlaqi em 2007, devido ao seu suposto envolvimento em atividades relacionadas aos programas balístico e nuclear do Irã. A transição na cúpula militar acontece em um momento sensível para a geopolítica do Oriente Médio, com desdobramentos diretos na segurança interna e externa da nação.








