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Trump terá 60 dias para decidir sobre sanções à Rússia

Secretário de Estado americano explicou que o governo precisa avaliar impactos econômicos antes de definir medidas.

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EUA: Rubio diz que Trump terá 60 dias para avaliar impactos de sanções contra Rússia

O governo norte-americano determinou um período de dois meses para analisar os reflexos domésticos, internacionais e financeiros de eventuais restrições econômicas direcionadas ao território russo e a outras nações. A declaração foi feita pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, durante a noite de sábado, 17, ao pontuar que o estudo englobará as taxações vigentes, o encarecimento energético e o conflito envolvendo o Irã.

“Precisamos desse período para estudar tudo isso e determinar qual é a combinação adequada”, disse Rubio a jornalistas antes de embarcar para a Ásia Central, após Trump assinar uma ordem executiva suspendendo sanções contra Moscou que deveriam entrar em vigor neste domingo, 18.

Reação do presidente e interesses de segurança A medida ocorre após o chefe do Executivo assinar um decreto na sexta-feira, 16, embasado em preceitos de segurança nacional, embora tenha pontuado que o desfecho final sobre o tema permanece em aberto. Durante um evento beneficente na Flórida, o mandatário comentou sobre o assunto.

“Vamos resolver isso, e vocês vão entender. Mas é uma decisão muito boa, que será boa para o país e, acredito, para o mundo”, declarou durante um jantar de arrecadação de fundos na Flórida.

Confronto com o Congresso americano A paralisação das restrições gerou forte reação contrária de legisladores de ambos os partidos, visto que a norma havia recebido sólido endosso bipartidário. Na rede X, o senador republicano Thom Tillis classificou a medida como “mais do que irresponsável”, enquanto o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, acusou Trump de oferecer suporte à economia russa.

Contexto da legislação e tarifas O texto original, validado no Senado com 86 votos favoráveis e 11 contrários, estabelecia sobretaxas severas para nações compradoras de grandes quantidades de petróleo e derivados russos, com o intuito de estrangular as fontes financeiras do esforço bélico na Ucrânia.

Acordo e trâmite legislativo A medida foi tomada logo depois de o presidente divulgar um pacto com Vladimir Putin para a importação de diesel da Rússia, buscando conter os valores dos combustíveis no mercado norte-americano. O avanço de qualquer reação institucional do Legislativo, contudo, ficará temporariamente estagnado devido ao recesso parlamentar, que perdura até o término das eleições legislativas marcadas para 3 de novembro.

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