–:–:–
Conecte-se conosco

Zelenski pede sanções dos EUA após Trump congelar restrições

A medida da Casa Branca ocorre em meio a intensos bombardeios contra a rede elétrica ucraniana e suspensão de voos em Moscou.

0 visualizações
Zelenski pede novas sanções dos EUA contra a Rússia após suspensão de Trump

O mandatário da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, apelou neste sábado (17) para que aliados pressionem por novas sanções norte-americanas contra Moscou, logo após Donald Trump pausar um pacote econômico de restrições ao país europeu.

Bombardeios e impacto na segurança

A medida tomada em Washington gerou preocupações sobre a vulnerabilidade ucraniana diante da intensificação dos ataques russos com a chegada do inverno. Bombardeios noturnos deixaram quatro mortos, incluindo um motorista de ambulância, além de dezenas de feridos. Em contrapartida, investidas de drones ucranianos mataram uma mulher em território russo e paralisaram operações em aeroportos moscovitas.

Apesar da tensão diplomática, Zelenski evitou ataques diretos ao líder dos EUA, embora tenha classificado a pausa como lamentável.

“Lamentavelmente, foi tomada uma decisão na América de desconsiderar completamente a Lei Lindsey Graham, que deveria impor uma pressão verdadeiramente eficaz sobre a Rússia para pôr fim a esta guerra”, escreveu Zelenski.

O chefe de Estado ucraniano também manifestou expectativa de que as restrições possam retornar. “Esta lei poderia ter ajudado enormemente – e ainda pode! Mas ela precisa realmente funcionar, e cada voz em apoio a ela é importante”, disse ele.

Repercussão política da decisão

Batizada em homenagem ao falecido senador Lindsey Graham, a legislação visava frear rapidamente o fluxo de recursos que financiam o conflito, mirando autoridades, bancos e petroleiros russos. A assinatura ocorreu no mês passado, antes do prazo final. Trump justificou ao Congresso que a interrupção atende ao interesse nacional, sem dar mais explicações.

O senador Richard Blumenthal criticou duramente a medida em nota oficial, apontando alinhamento com interesses estrangeiros.

“Essas isenções não têm nada a ver com a nossa segurança nacional e têm tudo a ver com adular Vladimir Putin”, disse Blumenthal.

A decisão veio logo após o anúncio de que os EUA concordaram em importar diesel russo para conter os preços globais de energia. A transação prevê o envio inicial de mais de 300 mil toneladas, seguidas por novas remessas nos meses seguintes. A iniciativa gerou críticas bipartidárias no parlamento americano.

Infraestrutura energética sob ataque

No campo de batalha, Zelenski relatou uma ofensiva massiva contra o sistema elétrico ucraniano, com mais de 15 áreas afetadas.

“A própria escala e o ritmo implacável dos ataques da Rússia, especificamente contra o nosso setor de energia, estão infelizmente tendo consequências graves”, afirmou o presidente.

Dados da Força Aérea da Ucrânia indicam o lançamento de quatro mísseis de cruzeiro e 332 drones durante o período noturno, sendo a maioria interceptada. A estratégia de atingir o fornecimento de água e aquecimento é recorrente nos meses frios. Em Sloviansk, três pessoas morreram após investidas destruírem prédios residenciais, conforme relatou o chefe militar Vadym Liakh. Outro ataque com bombas guiadas matou um socorrista na região de Kherson.

Do outro lado da fronteira, o Ministério da Defesa russo relatou a interceptação de centenas de aeronaves não tripuladas. O prefeito Sergei Sobyanin confirmou que mais de 100 drones foram abatidos rumo a Moscou, provocando o cancelamento e atraso de centenas de voos. Em resposta ao cenário, Vladimir Putin aprovou um plano governamental para reestruturar centros comerciais e logísticos atingidos pelas aeronaves não tripuladas.

Mais em Internacional

Ver tudo →