O Fundo Monetário Internacional alertou que os riscos para a economia global continuam inclinados para baixo e registrou que países-membros defenderam a ampliação do suporte a nações com problemas de financiamento de curto prazo, penalizadas por custos altos de energia e pelos reflexos negativos de guerras.
As conclusões foram publicadas em um comunicado ao término dos encontros realizados em Bangkok, na Tailândia, assinado pelo ministro das Finanças da Arábia Saudita e presidente do Comitê Monetário e Financeiro Internacional, Mohammed Al-Jadaan. O documento aponta que a economia mundial tem demonstrado maior resistência do que o previsto diante de uma sucessão de crises, mas adverte que tal resiliência “não pode ser dada como certa”.
Fatores de risco e instabilidade global
Os integrantes do CMFI ressaltaram que os conflitos armados geram graves prejuízos humanos e econômicos, recaindo com maior intensidade sobre as parcelas mais pobres e vulneráveis da população. Além disso, o texto aponta que o acirramento de tensões comerciais e falhas nas cadeias de suprimento elevam a incerteza e pressionam a inflação.
O comitê também chamou atenção para a expansão veloz de tecnologias de “inteligência avançada”, que estimulam investimentos e comércio exterior e possuem potencial para elevar a produtividade, embora também gerem novos riscos e incertezas no cenário financeiro.
Desafios fiscais e diretrizes para os governos
Entre os principais temores listados estão a escalada de confrontos e disputas comerciais, capazes de afetar rotas estratégicas, elevar os preços de commodities e produtos refinados de energia, e agravar os quadros de insegurança alimentar e energética.
O avanço na remuneração de títulos públicos em grandes economias, combinado com cenários de elevado endividamento e forte demanda por refinanciamento, acende alertas para fragilidades macrofinanceiras.
Diante desse cenário, os participantes reforçaram a importância de assegurar a estabilidade macroeconômica e financeira por meio de políticas adequadas e da cooperação entre países. A recomendação é mitigar vulnerabilidades fiscais com ajustes estruturais de médio prazo, sem descuidar de investimentos essenciais e da proteção aos estratos mais frágeis da sociedade, enquanto as autoridades monetárias mantêm o foco no controle da inflação e na preservação da autonomia institucional.
A próxima assembleia do FMI está marcada para abril de 2027, na cidade norte-americana de Washington, D.C.








