O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) confirmou que irá investigar o episódio registrado no último sábado (24/10), no qual um apoiador do senador Flávio Bolsonaro (PL) foi flagrado conduzindo um homem negro acorrentado. O caso aconteceu durante uma mobilização política na Barra da Tijuca, Zona Oeste da capital fluminense.
A polêmica no ato político O registro audiovisual, captado pelo jornalista francês Raphaël Bernard, mostra o indivíduo acorrentado portando adesivos e inscrições que remetem ao Partido dos Trabalhadores (PT), além de segurar um tridente. Enquanto era puxado, o apoiador de Flávio Bolsonaro proferia ataques verbais contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Contexto da mobilização “Bloco do 22” O incidente ocorreu durante o evento denominado “Bloco do 22”, que serviu como encerramento da campanha eleitoral. O senador Flávio Bolsonaro esteve presente no ato, acompanhado de sua esposa, Fernanda Bolsonaro, e outros aliados políticos. Durante a manifestação na orla da Barra da Tijuca, o parlamentar utilizou um colete à prova de balas.
Presenças e autoridades no evento Além de Flávio Bolsonaro, o evento contou com a participação de figuras de destaque no cenário político conservador. Entre os presentes, estavam o governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), o senador Carlos Jordy (PL-RJ), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o ex-procurador Deltan Dallagnol (Podemos).
O desdobramento jurídico As imagens ganharam ampla repercussão nas redes sociais, levando o órgão eleitoral a iniciar a apuração do ocorrido. O TRE-RJ agora analisa o material para verificar possíveis irregularidades ou violações à legislação eleitoral durante a manifestação que reuniu milhares de apoiadores do senador.








