A influenciadora e advogada Deolane Bezerra, que segue em prisão preventiva desde maio, tornou público um desabafo pessoal feito por meio de uma carta enviada à sua irmã, Dayanne Bezerra, e à sua sobrinha, Maria. O conteúdo da mensagem revela o forte impacto emocional do encarceramento e a expectativa da figura pública em retomar sua rotina ao lado dos entes queridos.
O desabafo sobre a rotina no cárcere
No texto manuscrito, a advogada expressou seu desejo pelo fim do processo judicial e a saudade do convívio familiar. “Não vejo a hora dessa luta acabar, quero nossa família, nessa vida, nosso grupo do Whatsapp, nosso mundo, só nosso!”, escreveu Deolane para a irmã.
A influenciadora detalhou ainda como o momento da despedida durante as visitas é um dos mais difíceis de sua rotina atual. “Minha irmã lembro de você e da nossa família a todo momento, a saudade já começa a atormentar quando vocês passam por aquele portão de grades às 16h”, declarou. Apesar das dificuldades, ela mantém um discurso de esperança e fé. “Deus é fiel minha irmã, nossa Kekinha é prova viva, vai chegar a hora. Há um tempo determinado para cada coisa”, pontuou, encerrando com uma mensagem de otimismo: “Beijos, te amo, te espero, me espera, vai dar certo, sempre dá, fica com Deus”.
Mensagem carinhosa para a sobrinha
Além das palavras para a irmã, Deolane reservou um espaço da carta para a sobrinha, Maria, relembrando o Dia das Crianças. Em um tom afetuoso, ela escreveu: “Sabia que eu te amo? Amo muito, muito e muito. Titia tá morrendo de saudades de você, desses cabelos cheirosos, mas já já titia tá aí pra te dar um monte de beijos, beijinho e beijão”.
Situação jurídica de Deolane Bezerra
O cenário jurídico da influenciadora permanece complexo. Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um pedido de habeas corpus, alegando que a solicitação era substitutiva do recurso cabível. A defesa de Deolane, que enfrenta acusações de lavagem de dinheiro e suposta ligação com organizações criminosas, contestou a decisão.
Em comunicado, os advogados afirmaram que a manutenção da prisão é indevida. “No entendimento da defesa, essas circunstâncias não persistem, sendo, portanto, a sua prisão medida desnecessária, desproporcional e ilegal”, afirma o comunicado. A equipe jurídica também se baseia em relatórios da OAB-SP para questionar as condições da custódia. Um novo julgamento de habeas corpus está previsto para ocorrer no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) na próxima terça-feira (27/10).








