Uma infração de trânsito pode custar muito mais do que os R$ 293,47 de uma multa gravíssima comum. Em situações específicas, a penalidade chega a ultrapassar R$ 35 mil, valor compatível até com o de muitos carros usados.
Comportamentos que pesam no bolso
Ao contrário do que você possa imaginar, nem todas as infrações que pesam no bolso envolvem acidentes graves ou excesso de velocidade. Algumas das punições mais severas previstas na legislação brasileira estão ligadas a comportamentos que colocam em risco a segurança nas ruas e estradas, mesmo quando não há colisão.
Como funciona o cálculo das penalidades
A multa gravíssima tem valor-base de R$ 293,47, mas o CTB prevê multiplicadores para determinadas condutas. No caso de quem organiza o bloqueio deliberado de uma via sem autorização, por exemplo, a penalidade corresponde a 60 vezes esse valor, chegando a R$ 17.608,20. Se houver reincidência no período de 12 meses, a multa dobra e alcança R$ 35.216,40.
A legislação também prevê multiplicadores para infrações como dirigir após consumir álcool, recusar o teste do bafômetro, disputar racha ou realizar manobras perigosas. Nesses casos, a multa pode ser multiplicada por dez, chegando a R$ 2.934,70. Para algumas dessas condutas, a reincidência em até 12 meses dobra a cobrança para R$ 5.869,40.
Ranking das infrações mais caras
A penalidade que pode atingir o maior valor é aplicada a quem organiza o bloqueio de uma via pública sem autorização. A multa inicial é de R$ 17.608,20 e pode chegar a R$ 35.216,40 em caso de reincidência dentro de 12 meses. A regra vale para pessoas físicas ou jurídicas responsáveis pela organização da conduta.
Na sequência estão infrações que colocam diretamente a segurança viária em risco. Dirigir sob influência de álcool ou recusar o bafômetro gera multa de R$ 2.934,70, assim como disputar rachas, promover competições ilegais ou exibir manobras perigosas, como arrancadas bruscas e derrapagens intencionais. Nas infrações em que a lei prevê duplicação por reincidência, a cobrança chega a R$ 5.869,40.
Conhecer essas regras é fundamental para evitar prejuízos financeiros severos e garantir a segurança coletiva no trânsito das cidades e rodovias do país.








