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Governo investe R$ 300 milhões em tecnologia para presídios

Secretaria Nacional de Políticas Penais equipa 138 unidades prisionais com radares, drones térmicos e sistemas antidrones.

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Da “Idade Média” aos drones: a nova ofensiva tecnológica nos presídios

O governo federal iniciou uma ofensiva tecnológica para combater o crime organizado dentro das cadeias brasileiras, injetando quase R$ 300 milhões na modernização de 138 unidades prisionais estratégicas que concentram cerca de 80% das principais lideranças de facções e milícias.

Modernização do sistema prisional

Ao comentar a necessidade de atualização das unidades, o titular da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), André Garcia, avalia que “o sistema penitenciário vivia meio que na Idade Média”. O objetivo principal da estratégia é impedir que os presídios continuem funcionando como centrais de comando para crimes praticados nas ruas.

Para otimizar os recursos públicos, o secretário destacou a eficiência econômica da medida: “Com R$ 300 milhões, eu construiria dois presídios. Com R$ 300 milhões, eu estou equipando 138”. A previsão é concluir a maior parte das entregas até o final deste ano, priorizando as penitenciárias mapeadas pela inteligência.

Drones e radares contra o crime

Entre os novos equipamentos adquiridos estão drones com visão térmica e capacidade de leitura de placas, que monitoram um raio de até dois quilômetros ao redor do perímetro prisional com imagens georreferenciadas. Essa tecnologia facilita a identificação de estruturas suspeitas e possíveis tentativas de burlar a segurança com a entrada de drogas e telefones celulares.

Para contra-atacar o uso de aeronaves não tripuladas pelos criminosos, o governo comprou seis sistemas antidrones. Destes, cinco foram destinados às penitenciárias federais e um funcionará de forma móvel para escoltas de detentos de alta periculosidade. “Nossas penitenciárias federais tem essa tecnologia. Então, nós podemos prender quem está lá operando [o drone]”, afirmou Garcia.

Varredura de túneis e celulares

O pacote tecnológico também conta com georradares capazes de identificar alterações no subsolo e escavações clandestinas. No Ceará, por exemplo, a ferramenta localizou um túnel que estava oculto há dez anos em uma unidade prisional. O estado servirá ainda como laboratório de inteligência penal para testar novas inovações antes de sua expansão nacional.

Além disso, o arsenal abrange dispositivos para localizar celulares desligados, redes Wi-Fi clandestinas e carregadores, além de microcâmeras para inspeção de ralos e locais de difícil acesso. Com essa infraestrutura, a Senappen busca alinhar a segurança pública ao avanço tecnológico adotado pelas organizações criminosas.

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