A 5 dias do 2º turno, Gilmar Mendes e Motta fazem defesa da democracia
Ministro cita a resistência das instituições brasileiras. Deputado afirma que a defesa do Estado Democrático de Direito é obrigação de todos
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defenderam, nesta terça-feira (20/10), a preservação da democracia independentemente do resultado do segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
As falas se deram a cinco dias da eleição que pode levar ao Palácio do Planalto o filho de Jair Bolsonaro (PL), condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado. O segundo turno está marcado para esse domingo (25/10).
Gilmar Mendes declarou que a democracia brasileira resistiu a crises institucionais e afirmou que sua preservação é uma conquista da sociedade.
“Mas é preciso dizer com todas as letras: o Brasil, sob a égide da Constituição de 1988, é uma democracia constitucional sólida, que resistiu a provações severas e assim permanecerá. Não apenas por obra de um tribunal ou de algumas instituições, porque se trata de uma conquista da sociedade. É o que ela tão duramente conquistou e saberá preservá-la”, declarou o ministro.
Motta falou sobre responsabilidade de todos em relação à democracia.
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do Metrópoles
“E aqui, vendo o professor Vitalino Canas falando sobre o direito à felicidade, eu queria, a menos de uma semana das eleições de segundo turno da eleição presidencial, dizer que não só para nós brasileiros, parlamentares, homens públicos é uma responsabilidade, uma felicidade, independentemente do resultado do próximo domingo, defender o nosso Estado Democrático de Direito. Essa é uma obrigação que cabe a todos nós aqui presentes”, afirmou o deputado.
As declarações foram dadas durante o 29º Congresso Internacional de Direito Constitucional do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), ligado a Gilmar Mendes.
Eleição
Flávio tenta devolver o grupo político do pai ao comando do Executivo, quatro anos depois da derrota de Bolsonaro para Lula. O presidente, por sua vez, tenta o quarto mandato.
Em setembro de 2025, o STF condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes. Segundo a decisão, o ex-presidente liderou uma organização criminosa que buscou impedir a transferência de poder após as eleições de 2022.








