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Spotify bloqueia plano família e pune quem divide contas

Plataforma de streaming exige validação por QR code dinâmico e impõe carência de um ano para infratores.

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Spotify começa a barrar compartilhamento do plano família e ameaça com expulsão

O mercado de streaming musical passa por mudanças drásticas com a nova postura da gigante do áudio contra assinaturas divididas entre amigos e parentes que não vivem sob o mesmo teto. A empresa endureceu a fiscalização das normas do plano Spotify Premium Família, exigindo novas comprovações de domicílio e cortando o acesso de quem descumpre o requisito.

Como funciona a nova checagem de endereço

Para barrar fraudes, a companhia pode exigir que o dono da conta e o convidado estejam juntos fisicamente para escanear um código QR dinâmico que aparece na tela do app. Como a imagem é atualizada a cada poucos segundos, tirar um print para burlar o sistema se torna inútil. Essa confirmação pode ser exigida ao cadastrar um novo membro, após alterações no cadastro ou de forma rotineira, dando um prazo de sete dias para a conclusão.

Punições severas para quem burlar as regras

Caso o prazo expire ou a validação dê erro, o assinante perde os privilégios pagos e é rebaixado para a modalidade gratuita com anúncios. Além disso, o usuário fica proibido de entrar em outra assinatura Família ou Duo pelo período de 12 meses, embora possa voltar ao grupo original caso regularize a situação ou decida assinar um pacote individual pago.

Tentativas de burlar o sistema e histórico de restrições

Nas redes sociais, como o Reddit, consumidores já testam alternativas para burlar a barreira tecnológica, recorrendo a ligações de vídeo e transmissão de tela para tentar escanear o código à distância, embora a eficácia seja incerta. A empresa reforça em seus termos que não monitora a posição geográfica dos clientes via GPS em tempo integral, focando apenas em validar se o endereço cadastrado coincide com o país do método de pagamento.

Não é a primeira vez que a companhia tenta combater o compartilhamento de senhas. Em 2018, testes com geolocalização por GPS geraram debates sobre privacidade, fazendo a empresa recuar na época, mas o tema agora volta com força total seguindo uma tendência global de mercado vista em serviços de vídeo.

Com essa fiscalização mais rígida, o objetivo corporativo é claro: impedir que conhecidos dividam custos morando em locais separados e, com isso, incentivar a adesão a novas contas pagas individuais.

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