A menos de duas semanas para o pleito de 27 de outubro, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (18) seu “apoio pleno e total” ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que disputa uma eleição extremamente acirrada.
Aliança política e o fator Irã
Através de um vídeo publicado pelo partido direitista Likud, o premiê israelense enfatizou sua forte conexão com o líder norte-americano e afirmou que ambos “esmagaram o Irã”. Netanyahu também garantiu que, caso seja reconduzido ao poder, atuará junto a Trump para “eliminar a ameaça iraniana nos próximos dois anos, ou até antes”.
O agradecimento público ocorreu após uma mensagem divulgada por Trump em sua rede social, a Truth Social. Na publicação, o americano enfatizou: “Que esta carta sirva como prova do meu apoio pleno e total a Bibi Netanyahu em sua disputa pela reeleição como primeiro-ministro de Israel”. Em seguida, completou: “Ele é o tipo de parceiro que os Estados Unidos desejam para Israel, um país pelo qual fez tanto”.
Contexto das eleições e isolamento internacional
Esta votação marca o primeiro pleito nacional desde a ofensiva do Hamas em 7 de outubro de 2023, um episódio traumático que transformou a disputa em um verdadeiro referendo sobre a gestão do premiê. Netanyahu, que completará 77 anos em outubro, acumula mais de 18 anos no poder desde 1996, sendo o premiê mais duradouro do país. Contudo, o impacto da guerra em Gaza o deixou isolado internacionalmente, tornando o respaldo de Washington um trunfo indispensável.
A reação da oposição e o cenário no Parlamento
O principal rival de Netanyahu na corrida eleitoral é Gadi Eisenkot, ex-comandante militar e dirigente da legenda de centro-direita Yashar (Retidão). Eisenkot culpa frequentemente o atual primeiro-ministro pelos eventos de 7 de outubro, alegando negligência diante de avisos de inteligência.
Diante da interferência externa, Eisenkot rebateu a mensagem de Trump durante um evento em Tel Aviv, declarando que “admira” Trump, “mas Israel é um país democrático, e somente os israelenses podem escolher seus líderes”.
Por outro lado, Trump foi enfático ao alertar o eleitorado local para não escolher “ninguém além de Bibi”, sinalizando que, sem Netanyahu, Washington recusaria assumir sozinho o combate aos riscos iranianos. O republicano pontuou que “Os Estados Unidos terão que fazer esse trabalho por conta própria, e não estou disposto a fazê-lo”.
Atualmente, levantamentos de intenção de voto apontam que nenhuma das duas principais facções tem garantia de alcançar as 61 cadeiras necessárias para assegurar maioria no Parlamento israelense de 120 assentos.








