O jogador Richarlison, que defende o Tottenham Hotspur, utilizou as redes sociais para cobrar providências e solicitar formalmente que a Polícia Federal investigue a disputa judicial pela posse de uma mansão na Ilha Comprida, localizada em Angra dos Reis. O atleta alega ter tido um prejuízo de R$ 10 milhões na negociação e aponta irregularidades que favoreceram o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL).
“Nesse caso, a Justiça foi falha, tá ligado? Porque pra gente foi uma coisa, e pros caras foi outra, sabe? Então, peço ajuda aí a Polícia Federal também pra estar investigando, porque a gente quer saber, né? A gente tá em busca de resposta, tô em busca do meu dinheiro, eu nem quero a ilha de volta, não”, disse no vídeo.
Negociação frustrada e transferência rápida de posse
De acordo com o atacante, a compra da propriedade ocorreu no período da pandemia de Covid-19, entre 2020 e 2021. A transação foi realizada em sociedade com Renato Velasco e Alencar da Silveira Júnior, que presidia o América-MG na época. Richarlison explicou que recusou uma investida de compra feita por Flávio Bolsonaro, que teria recorrido até a imagens de drone para vistoriar o local antes de fazer a oferta.
“Eu não quis vender a ilha para ele. Como não quis, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça. A gente estava resolvendo a papelada (documentação da posse da ilha), e eles falaram que demorava meses ou até anos para resolver. Flávio Bolsonaro e o tal do Willer Tomaz (advogado e amigo de Flávio) foram lá e, em 24 horas, pegaram a posse da ilha. Aí a Justiça falhou. Os caras tomaram a ilha sem gastar um tostão, até onde eu sei. Gastei em torno de R$ 10 milhões lá e não recebi nada”.
Mobilização no Espírito Santo e promessa de doação
Diante da visita de Flávio Bolsonaro programada para o próximo domingo (18) ao território capixaba, o atleta fez um apelo aos conterrâneos para que cobrem esclarecimentos do político sobre a posse do imóvel no litoral fluminense.
“Eu, como capixaba, peço a vocês que estejam cobrando ele aí também para que ele possa estar devolvendo aí a minha ilha”.
Richarlison garantiu ainda que, caso consiga recuperar os valores aplicados no negócio, repassará uma fração do montante como doação a um hospital situado em Nova Venécia, município do Espírito Santo onde nasceu.








