O ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, negaram nesta quinta-feira (15) novas acusações de tortura apresentadas pela Justiça dos Estados Unidos. O casal está detido em uma penitenciária no Brooklyn desde que foi capturado em uma operação militar americana realizada em Caracas em 3 de janeiro.
Audiência em Nova York Durante o comparecimento a uma corte em Nova York, os promotores sustentaram que os dois participaram de conspirações para cometer crimes como espancamentos, estupros e simulações de afogamento contra detidos em território venezuelano, incluindo cidadãos americanos.
A acusação e o histórico de detenção De acordo com a denúncia formalizada pelos promotores, o casal empregou métodos de tortura com o objetivo de “intimidar, hostilizar e neutralizar seus opositores, inclusive por meio de sequestros”. Além dos novos apontamentos, Maduro e Flores já respondem perante a justiça americana por acusações relacionadas a narcotráfico e posse de armas de fogo.
Durante sua primeira audiência em Nova York, Maduro se identificou como “prisioneiro de guerra” dos Estados Unidos e classificou as novas acusações como “falsas”.
Contexto político e o futuro do processo Entidades de direitos humanos apontaram repetidamente ao longo de sua gestão, exercida entre 2013 e 2026, que Maduro recorria à repressão política com a finalidade de assegurar sua permanência no poder. Atualmente, o país é administrado pela ex-vice-presidente Delcy Rodríguez na condição de presidente interina, sob forte pressão da gestão do presidente dos EUA, Donald Trump. O início do julgamento de Maduro e Flores por narcotráfico e porte de armas está marcado para 1º de junho de 2027.








