A apresentadora Sabrina Sato decidiu expor publicamente como o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) impacta sua vida pessoal e o relacionamento com o ator Nicolas Prattes. Em sua participação no videocast TDAH levado a sério, comandado pelo psiquiatra e pesquisador Paulo Matos, a comunicadora detalhou as táticas que utiliza para manter o equilíbrio no dia a dia.
A estratégia do diálogo no relacionamento
Para Sabrina, a comunicação aberta com o parceiro é o pilar principal para que a convivência funcione. Ela explicou que, diante das dificuldades causadas pelo transtorno, a sinceridade sobre suas limitações e a busca por auxílio são práticas recorrentes dentro de casa.
“Sabe o que eu fui aprendendo como estratégia também? DRs diárias, quase! Vou colocando para fora os meus sentimentos, pedindo ajuda. Ele está aguentando (risos). ‘Ai, eu tenho dificuldade com isso, me ajuda!’. E a gente tem cinco cachorros ainda”, contou.
Maternidade e a busca pela perfeição
Além do casamento, Sabrina abordou como a chegada de sua filha, Zoe, elevou o nível de exigência pessoal. A apresentadora admitiu que o desejo de ser uma mãe exemplar gerou uma cobrança interna excessiva, o que a obrigou a criar métodos de organização mais rigorosos.
“Com a maternidade, eu fiquei tão louca com tipo assim, de ter que ser a mãe perfeita pra Zoe, porque eu falei: ‘Ela merece uma mãe’, e eu me cobrava tanto desse jeito, que eu fui criando essa rotina”, explicou.
Organização visual como aliada
Para conciliar a agenda profissional intensa com as demandas familiares, a artista adotou o hábito de registrar todo o seu cronograma em um local estratégico: o espelho do banheiro. Esse planejamento visual permite que ela visualize cada tarefa, desde o treino matinal até os cuidados com a filha, garantindo maior produtividade.
“Isso me ajudou muito! Me ajudou, as pessoas ficam até impressionadas que eu consigo acordar e já acordar, treinar, tomar banho, acordá-la… Fazer tudo, tudo que eu planejei pro meu dia eu consigo concluir com sucesso”, afirmou ela.
O diagnóstico e as memórias escolares
Durante o bate-papo, Sabrina também relembrou o período escolar, época em que ainda não possuía o diagnóstico médico. Naquele momento, os sintomas do TDAH faziam com que ela fosse rotulada por professores e colegas, gerando uma sensação de isolamento social.
“Eu me sentia um ET. Eu me sentia um extraterrestre. […] Parecia que ninguém me entendia”, desabafou.








