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Mila Seidl relata sinal de Lito Sousa e desabafa sobre o luto

Viúva do especialista em aviação detalha como equilibra a dor da perda com a rotina de cuidar de quatro empresas e do filho de sete anos.

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Lito Sousa: Mila Seidl revela “sinal” que recebeu do marido e desabafa sobre o luto; assista Lito Sousa: Mila Seidl revela sinal que recebeu do marido e desabafa sobre o luto; assista

A empresária Mila Seidl emocionou seus seguidores ao compartilhar um relato pessoal sobre o processo de luto após a morte de seu marido, o conhecido youtuber Lito Sousa. Durante uma viagem aos Estados Unidos com o filho, Malone, de 7 anos, ela abriu o coração sobre a dificuldade de conciliar a dor profunda com as demandas profissionais de gerir quatro empresas.

A experiência do sinal

Enquanto buscava um momento de reflexão para organizar seus sentimentos, Mila admitiu que estava desanimada e pediu uma demonstração clara da presença do marido. A resposta, segundo ela, foi imediata e inconfundível. “Eu recebi um sinal. Falei assim: ‘Lito, eu preciso de um sinal, mas não pode ser um sinal que eu fique na dúvida se era ou não. Ele não falha comigo nunca, por isso que eu estou assim mais animadinha hoje”, declarou.

A empresária enfatizou que a manifestação foi tão direta que impactou diretamente seu estado emocional: “Porque esse sinal é para não deixar dúvida, sabe? É tipo, pá! Foi na cabeça. Então melhorou até o meu humor, meu ânimo”. Vale lembrar que Lito Sousa faleceu meses após ser diagnosticado com a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurodegenerativa rara que afeta as funções cognitivas e motoras.

O desafio de equilibrar a dor e o trabalho

Mila explicou que mantém uma distinção clara entre suas redes sociais pessoais e os perfis profissionais que administrava ao lado do marido. Enquanto no âmbito privado ela expõe seu sofrimento, no trabalho ela precisa adotar uma postura resiliente. “É trabalho. Lá eu tenho que botar uma fantasia e incorporar uma pessoa que tem que resolver, que tem que fazer as coisas porque tem que fazer. Porque eu não tenho opção. Se eu tivesse opção… Eu não tenho. Nesse momento, eu tenho um filho para cuidar, quatro empresas para continuar tocando [e] pessoas que dependem de mim”, frisou.

Sobre a intensidade do luto, ela descreveu sensações físicas reais: “Numa hora eu estou aqui, chorando, descontrolada, sentindo dor, doendo a minha alma, doendo fisicamente. Porque o luto dói fisicamente, aqui na carne. É uma parada surreal. Mas, no momento seguinte, preciso ir lá fazer alguma coisa, uma entrega, preciso de desintonizar e sintonizar uma outra pessoa. Depois eu volto e vivo a minha vida”.

Perspectivas e a missão de seguir em frente

Apesar da força demonstrada, Mila ressaltou que não se enxerga como uma heroína e que o processo de superação é, na verdade, um aprendizado constante. “Provavelmente nunca vou superar isso que aconteceu. Não tem como superar. Eu vou aprender a viver, vou aprender a viver de outra forma [e] a me reinventar”, lamentou.

O grande motor para sua continuidade é o filho, Malone. “Eu vou aprender a seguir sozinha. Ou não, a gente não sabe se o Lito está lá me olhando. Mas eu preciso continuar, não por mim só, porque nunca é só sobre a gente. É sobre um menino de sete anos que eu tenho que depende de mim […] Quando eu falei que eu tinha perdido o direito de morrer, não era de mim que eu estava falando. Era do meu filho, pensando a preocupação que eu tenho, agora ele não tem mais pai”.

Encerrando seu desabafo, ela reforçou que encara a vida atual como um compromisso duplo. “Eu tenho que seguir em frente e fazer o melhor que eu posso. O que o Lito faria e o que eu faria. Tenho agora a missão dobrada. E eu vou encarar essa missão muito bem encarada”, concluiu.

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