A participação popular é um pilar fundamental da democracia, especialmente em um pleito que definirá o próximo presidente da República. É um direito e um dever do cidadão se envolver no processo eleitoral, expressando suas preferências e defendendo seus candidatos. Contudo, essa liberdade de manifestação encontra um limite ético intransponível: o respeito à autonomia do outro.
O perigo da patrulha ideológica
Fazer campanha é legítimo, mas o cenário atual revela práticas preocupantes, como a pressão constante por posicionamentos públicos. “Ficar cobrando posição também é uma forma de ferir a liberdade de alguém e de querer forçar uma situação. No fundo, no fundo, um tipo de patrulha, que como toda patrulha é nefasta e odiosa. Nunca é legal. E nem democrática.”
Limites na esfera pública
O debate político não deve ser confundido com coação. “E até com liberdade de fazer campanha do seu candidato, se assim entender e desejar. O que não pode é a intimidação e nem intimar ninguém como vem acontecendo.” Esse comportamento tóxico, que muitas vezes ignora as normas de convivência civilizada, acaba por desvalorizar o próprio processo eleitoral, afastando o diálogo em prol de um confronto constante.
Impactos no cenário de comunicação
A postura dos agentes políticos também reflete uma mudança nos tempos atuais, onde a busca pelo resultado parece sobrepor-se aos meios éticos. Enquanto o eleitorado observa movimentações de bastidores no mercado de mídia — como a possível mudança de sede da Rede TV! para a Vila Leopoldina e o projeto de rádio da CNN Brasil — o clima de tensão política permanece como um desafio a ser superado.
O desafio das produções internacionais
Além da política, o campo da comunicação enfrenta seus próprios impasses, como a necessidade de melhorias na dublagem e sincronia labial em novelas estrangeiras, um problema técnico que ainda incomoda o público brasileiro. “Vale dizer” que, embora a qualidade das dublagens nacionais seja reconhecida como “da melhor qualidade e bem acima da média”, o desafio de adaptar idiomas complexos, como o turco, exige um aperfeiçoamento constante.
A conclusão sobre o momento atual é clara: a política exige participação, mas deve ser exercida com maturidade. A omissão não é o caminho, mas o respeito à divergência é o que garante a saúde das instituições. É preciso, portanto, que o eleitor saiba separar o ativismo saudável da intimidação, mantendo o foco no debate de ideias e não na imposição de vontades.








