O Vaticano confirmou nesta terça-feira (13/10) o diagnóstico de câncer de pulmão do Papa Leão XIV, de 71 anos. O pontífice foi submetido a uma intervenção cirúrgica de emergência no Hospital Gemelli, em Roma, na Itália, onde os médicos realizaram a ressecção do lobo inferior do pulmão direito.
Detalhes do procedimento médico
Conforme dados obtidos pela agência de notícias Associated Press (AP), exames realizados antes da operação já apontavam para a suspeita de uma neoplasia. A análise patológica confirmou que se trata de um adenocarcinoma pulmonar, um tipo de tumor que acomete as células responsáveis pelo revestimento das estruturas internas do órgão.
A equipe médica, liderada pelo cirurgião torácico Stefano Margaritora, concluiu a cirurgia em cerca de 90 minutos. Em boletim oficial, a Santa Sé informou que o procedimento transcorreu sem intercorrências e que a retirada do tecido pulmonar foi necessária para eliminar a região comprometida pelo tumor. Até o momento, a assessoria vaticana não forneceu detalhes adicionais sobre o estágio da doença ou a eventual necessidade de terapias adjuvantes, como a quimioterapia.
Impacto na agenda e compromissos
A internação gerou incertezas sobre a logística de compromissos futuros. O Papa possui uma viagem programada para o Uruguai, a Argentina e o Peru, entre os dias 6 e 17 de novembro. O roteiro, que envolve deslocamentos aéreos e variações de altitude, ainda não foi confirmado oficialmente. A manutenção da agenda dependerá inteiramente da evolução clínica do pontífice e da liberação de sua equipe médica.
Como medida preventiva, o Vaticano já havia suspendido as audiências papais agendadas até o dia 20 de outubro. Durante o período de recuperação, o líder da Igreja Católica permanece em um quarto do Hospital Gemelli, ocupando uma ala adaptada, já que o espaço tradicionalmente reservado aos pontífices no hospital passa por reformas.








