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Bastidores caóticos de Two and a Half Men revelados

Chuck Lorre lança livro de memórias e expõe o medo real que sentia pela integridade física do elenco durante a oitava temporada.

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O cocriador Chuck Lorre abriu o jogo sobre os bastidores conturbados da sitcom de sucesso e detalhou o clima de terror psicológico vivido pela equipe na reta final com o protagonista.

Crise nos bastidores da famosa comédia Lorre lançou o livro “Sitcom: A Memoir by Chuck Lorre” e trouxe à tona informações inéditas sobre o comportamento errático do astro principal, marcando o fim de uma era de ouro na televisão.

“Acho que posso falar por todos que trabalhavam na série naquela época: estávamos com medo de que algo terrível acontecesse. Tínhamos medo de que Charlie se machucasse, de que alguém mais se machucasse”, contou Lorre ao E! News.

Risco físico e gravações interrompidas A situação atingiu um patamar alarmante quando a integridade de todos no set passou a ser ameaçada diariamente pelas condições do ator principal.

“Tratava-se de uma situação em que as nossas pessoas, incluindo o nosso amigo e estrela do espetáculo, corriam perigo físico, e as pessoas à sua volta também corriam perigo. Foi uma época assustadora, muito assustadora, e levei muitos anos para conseguir colocar tudo em perspectiva”, descreveu.

Problemas de memória e desculpas inusitadas Durante a oitava temporada, as ausências e faltas constantes viraram rotina, acompanhadas por justificativas absurdas que iam de intoxicações a explosões de isqueiros. O colapso culminou em um dia crítico no set.

“Ele não conseguia se lembrar de nenhuma de suas falas e teve que usar os móveis para se manter em pé. Melanie [Lynskey, a Rose] estava apavorada. Ficou claro para todos que aquele homem, por quem todos nós tínhamos desenvolvido carinho, estava em apuros. Não tive outra escolha a não ser encerrar a série”, escreveu Lorre, em trecho do livro publicado pela Vanity Fair.

Tentativas de ajuda e reconciliação tardia Antes da demissão oficial conduzida pela Warner Bros. e CBS, houve tentativas de intervenção familiar e tratamento, seguidas por ataques públicos do ator que chamou o showrunner de “verme” em 2011.

Anos mais tarde, a relação se reestabeleceu quando Lorre convidou o ator para participar de “Bookie”, interpretando uma versão satírica de si mesmo lidando com vícios em apostas.

“Pelo que sei, ele estava numa ótima fase da vida, aquela loucura ficou para trás. E nos divertimos muito. Gravamos alguns episódios de ‘Bookie’ com Sebastian Maniscalco, e ele arrasou. Ele estava hilário interpretando a si mesmo com um sério problema de jogo”, elogiou o produtor sobre o reencontro profissional.

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