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Moraes libera visitas de Flávio Bolsonaro ao pai em Brasília

Decisão do STF encerra punição de três meses, mas mantém proibição de uso político dos encontros na reta final da eleição.

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Moraes libera encontros entre Flávio Bolsonaro e o pai após três meses de restrição

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (12/10) o retorno das visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília.

Fim da punição e contexto eleitoral

A liberação ocorre após o cumprimento integral de uma suspensão de noventa dias que impedia o contato entre pai e filho. A medida acontece em meio à disputa presidencial do segundo turno, marcada para 25 de outubro, que opõe Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Regras rígidas para os encontros

Apesar do aval da Justiça, o magistrado determinou que as reuniões não poderão ser aproveitadas para fins de campanha. Continua rigorosamente proibida a transmissão de pronunciamentos, mensagens ou documentos de Jair Bolsonaro com teor político-eleitoral, seja através de redes sociais ou por intermédio de terceiros.

Motivação da decisão

O fim da restrição foi decidido após o término do período punitivo no último domingo (11/10) e levou em conta a manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) a um pedido protocolado pela defesa em 5 de outubro.

Origem da sanção

A proibição havia sido imposta em 13 de julho, após Flávio divulgar uma carta manuscrita pelo pai endossando sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto. Para o ministro, a atitude representou uso indevido das visitas e desrespeitou as ordens judiciais que vedam manifestações políticas do ex-presidente.

Condições de acesso e horários

Por atuar também na defesa jurídica, Flávio Bolsonaro tem direito a visitas diárias, das 8h20 às 18h, limitadas a trinta minutos por encontro. Demais familiares seguem regras mais restritas, com dias e horários fixados às quartas-feiras e sábados.

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de reclusão em decorrência de condenação por crimes ligados à tentativa de golpe de Estado após o pleito de 2022.

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