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Incêndio destrói mercado de Paris com 411 anos

Fogo atingiu o Marché des Enfants-Rouge no Marais nesta madrugada, gerando divergências sobre a extensão dos danos estruturais.

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Incêndio destrói mercado coberto mais antigo de Paris

Um incêndio de grandes proporções atingiu o mercado de alimentos mais antigo de Paris na madrugada desta segunda-feira, 12. O famoso Marché des Enfants-Rouge, situado no histórico bairro do Marais, na capital francesa, é um tradicional ponto gastronômico com 411 anos de existência.

Combate às chamas e impacto estrutural

As equipes de resgate foram acionadas por volta das 4h15 da manhã. Apesar da “ação rápida”, o fogo se espalhou pelos cerca de mil metros quadrados ocupados pelo mercado coberto, informou o Corpo de Bombeiros de Paris, em publicação no X. Ariel Weil, prefeito do centro de Paris, também lamentou o incidente na rede social.

“Incêndio controlado, mas o mercado está totalmente destruído”, afirmou Weil. Contudo, a avaliação sobre a extensão dos danos não é uniforme. O Ministério Público de Paris informou que houve “destruição parcial” e manifestou apoio aos comerciantes que perderam bens no incêndio. Até o momento, as autoridades ainda não confirmaram as causas do incidente.

Patrimônio histórico e resistência cultural

Fundado em 1615, durante o reinado de Luís XIII, o Marché des Enfants-Rouge recebeu esse nome em referência a um orfanato próximo, o Hospice des Enfants Rouges, cujas crianças acolhidas vestiam roupas vermelhas. Em 1982, o espaço foi tombado como monumento histórico.

Apesar do reconhecimento, o local quase acabou demolido tempos depois em função de um plano agressivo de reurbanização adotado durante a gestão do então prefeito Jacques Chirac, posteriormente eleito presidente da França.

Uma campanha promovida por associações de bairro, artistas e intelectuais impediu a demolição. Como resultado, o patrimônio acabou restaurado entre 1997 e 2000, período em que reabriu as portas ao público.

Nas últimas décadas, embora ainda abrigasse barracas tradicionais de frutas e verduras, carnes, queijos e peixes, o espaço passou a ser ocupado principalmente por mais de uma dúzia de estabelecimentos que ofereciam comida de rua francesa, libanesa, marroquina, japonesa e de outras culinárias.

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