O governo de Israel ordenou uma apuração rigorosa contra os militares que denunciaram abusos das Forças Armadas na Faixa de Gaza. O pedido partiu do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu neste domingo (11).
Repercussão internacional e o peso do documentário A produção cinematográfica reúne depoimentos secretos de 24 agentes das Forças Armadas e da inteligência israelense. O enredo detalha como o Exército executa ataques que resultam na morte deliberada de civis durante as operações contra o Hamas.
A sigla e a controvérsia em Veneza O título da obra faz referência a um termo interno usado para mensurar prejuízos humanos previstos antes dos ataques. A exibição no evento italiano gerou forte debate internacional e revolta na política local, resultando em ataques diretos aos diretores Yuval Abraham e Rachel Szor, acusados de traição por autoridades do governo.
Posição oficial do governo e novas leis “Este filme apresenta uma narrativa falsa, enganosa e tendenciosa, que difama o Estado de Israel e o Exército em todo o mundo”, afirmou Benjamin Netanyahu, segundo comunicado divulgado por seu gabinete. Além disso, o premiê planeja propor legislação específica para “retirar a cidadania das pessoas que difamem os soldados das Forças de Defesa de Israel”.
A reação das Forças Armadas A cúpula militar negou com veemência as denúncias veiculadas na obra audiovisual e questionou a veracidade dos relatos anônimos apresentados na produção.








