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Viúva de Lito Sousa desabafa sobre luto e planos futuros

Mila Seidl relata angústia antes de viagem aos EUA com o filho e projeta a criação de um instituto de apoio.

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Mila Seidl desabafa sobre primeira viagem após morte de Lito Sousa e revela planos para o futuro: “Estou paralisada” (Foto: Reprodução/ Instagram/ Youtube)

A empresária Mila Seidl abriu o coração sobre os desafios emocionais que tem enfrentado desde o falecimento de seu marido, o influenciador e especialista em aviação Lito Sousa, ocorrido no dia 1º de outubro. Em publicações feitas nos Stories do Instagram, ela revelou que comprou passagens para os Estados Unidos com o objetivo de se distanciar temporariamente do lar da família, mas confessou que tem sofrido para conseguir organizar as malas para o embarque.

A decisão de viajar pelo filho

Mila planeja viajar para Houston, no Texas, onde possui familiares, levando consigo o filho do casal, Malone, de 7 anos. A viúva admitiu que a ideia de deixar a residência onde vivia com o marido tem sido paralisante, mas reforçou que a prioridade neste momento é o bem-estar da criança. “Estou aqui parada, sem conseguir arrumar a mala, meio paralisada, sabe? É como se eu não pudesse fazer esse resgate. É uma coisa estranha que passa na cabeça. Estou indo pelo meu filho”, desabafou.

A empresária também comentou sobre o constrangimento social gerado pelas perguntas cotidianas sobre seu estado emocional, explicando que muitas vezes tenta desviar do assunto para evitar respostas desconfortáveis. Apesar da angústia, ela encontra forças ao imaginar o apoio que receberia do marido. “Tenho vivido sempre pensando no que o Lito ia falar para mim. O que ele iria me dizer em determinadas situações que estou passando. E eu conheço ele, sei que ele falaria: ‘Não, é para você ir com nosso filho, com certeza’. Porque eu consigo imaginar o jeito que ele fala, o tom, os gestos”, relatou. Em seguida, imaginou outro conselho: “‘Vocês têm que voltar fortes’. É o que ele me falaria. Mas vou falar que ir para um aeroporto, entrar num avião… Dureza, hein? Não sei como vai ser”, acrescentou.

Novos projetos e reflexões sobre o futuro

A viagem também servirá como um momento de reflexão sobre os negócios da família e os próximos passos de sua vida. Mila revelou o desejo de transformar a própria dor em algo construtivo, idealizando a criação de um projeto social voltado para famílias em situação de vulnerabilidade que enfrentam perdas semelhantes. “Tenho pensado muito na possibilidade de criar um instituto, sabe? De alguma forma ajudar outras pessoas que passaram ou vão passar pelo que eu passei, só que com menos recursos”, contou. Ela ressaltou que a iniciativa ainda está em estágio embrionário: “Quero tentar fazer da minha dor alguma coisa de útil para as pessoas. Deve ter algum propósito, algum significado nisso tudo. Mas são só ideias ainda, pequenas, embrionárias”, afirmou.

Busca por respostas e esclarecimentos

Para lidar com a ausência, a empresária tem recorrido à leitura de diferentes correntes filosóficas e religiosas em busca de conforto e de respostas sobre a vida após a morte. “Acho que, no dia em que eu tiver certeza de que, mesmo que eu morra com 90 anos, daqui a 40 anos vou encontrar com ele, isso vai me dar uma tranquilidade. Por enquanto, estou muito insegura sobre o que acontece depois, onde ele está, como é”, confessou.

Mila também adiantou que pretende vir a público para detalhar as circunstâncias que envolveram o falecimento do marido, especialmente no que tange ao uso de medicamentos, com o objetivo de evitar boatos. “Quero falar, explicar melhor sobre essa história do remédio, porque não quero deixar nenhum fio solto, margem para as pessoas falarem coisas que não são verdadeiras. Preciso explicar melhor o que realmente aconteceu, como aconteceu, para não ter teorias que não são verdadeiras”, declarou.

Por fim, a empresária reiterou a necessidade de respirar novos ares, já que sua residência atual carrega lembranças constantes do companheiro. “Acho que o passo mais importante agora é eu ir, sair disso aqui, porque isso aqui tem Lito em tudo quanto é lugar. Não consegui tirar as coisinhas de onde ele colocou. Preciso sair um pouco daqui”, concluiu.

Lito Sousa era amplamente conhecido por sua atuação de mais de 36 anos na aviação e por produzir conteúdos educativos sobre o setor. Ele faleceu em decorrência da doença de Creutzfeldt-Jakob, uma condição neurológica rara e de caráter progressivo.

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