–:–:–
Conecte-se conosco

Líder do movimento das baratas chama premiê da Índia de vergonha

Ativista foi solto após 24 horas preso e convocou novos atos contra a Comissão Eleitoral indiana em meio a fortes protestos.

0 visualizações
Líder do movimento das ‘baratas’ diz que premiê ‘envergonha’ a Índia

O primeiro-ministro Narendra Modi “envergonha” a Índia, declarou neste domingo (11) o líder do movimento das “baratas”, Abhijeet Dipke, após ser libertado 24 horas depois de sua detenção, que aconteceu antes de uma manifestação contra a Comissão Eleitoral.

Contexto da prisão e soltura Dipke e dois companheiros do “Partido do Povo das Baratas” (CJP) foram detidos no sábado (10) antes mesmo de desembarcarem de um voo entre Mumbai e Nova Délhi.

Horas depois, um tribunal da capital ordenou a liberação de Dipke, Saurav Das e Ashutosh Ranka. A diretora jurídica do CJP, Ratna Singh, informou nas redes sociais que a liberdade foi concedida sob a condição de “não perturbar a paz durante um ano”.

Críticas severas ao governo “Modi, como primeiro-ministro, é uma vergonha para a Índia”, afirmou Abhijeet Dipke em uma publicação nas redes sociais. “Este país nunca viu um covarde e ‘bully’ maior”, acrescentou o fundador do partido CJP.

A mobilização da oposição ganhou força após denúncias de fraude em uma revisão nacional do registro eleitoral, que removeu mais de 130 milhões de nomes do cadastro. Enquanto as autoridades dizem que a medida elimina registros duplicados ou de falecidos, observadores apontam impacto desproporcional sobre minorias, especialmente muçulmanos, favorecendo o partido de Modi.

Repressão e novas manifestações Para conter os atos em Nova Délhi, as autoridades montaram uma ampla operação de segurança e detiveram milhares de pessoas a fim de impedir aglomerações em Jantar Mantar.

Diante da forte repressão, o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, em Genebra, exigiu a soltura imediata e incondicional de todos os “detidos arbitrariamente” na capital indiana. Apesar das prisões, o CJP e o líder opositor Rahul Gandhi mantiveram a promessa de continuar os protestos nas ruas.

Mais em Internacional

Ver tudo →