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Ataque a aeroporto na Arábia Saudita deixa 12 mortos e gera alerta

Rebeldes houthis renovam ameaças ao espaço aéreo saudita após bombardeio mortal em Riade que atinge várias nacionalidades.

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Houthis fazem nova ameaça após ataque contra aeroporto na Arábia Saudita

O espaço aéreo saudita voltou a ser alvo de severas ameaças por parte dos rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, logo após um violento atentado atingir o aeroporto internacional Rei Khalid, em Riade. O episódio violento resultou em 12 mortes, incluindo cidadãos de diversas nacionalidades, além de deixar mais de 300 feridos na capital do país.

Alerta máximo para o espaço aéreo

Apesar de não assumirem diretamente a autoria da investida de sábado, os insurgentes emitiram novos avisos direcionados a empresas aéreas, funcionários e passageiros, desaconselhando o uso de rotas e terminais sauditas, com exceção de Meca e Medina. A coalizão militar liderada pelo reino classificou o ato como um crime de guerra e prometeu uma resposta enérgica. O conflito armado no Iêmen teve início em 2014, escalando no ano seguinte com a entrada da coalizão de apoio ao governo iemenita.

Vítimas e impactos na infraestrutura

O balanço oficial divulgado pela aviação civil confirmou o óbito de quatro sauditas, dois cidadãos de Bangladesh, um americano, um egípcio, um argentino, um sírio, um palestino e um sudanês. Um diplomata ocidental alertou que o número de vítimas pode subir, enquanto o aeroporto permaneceu fechado devido a avarias críticas nos sistemas de radar e comunicação. A gravidade da situação levou o Ministério da Educação a suspender as aulas presenciais em Riade por uma semana.

Repercussão internacional e desdobramentos

Lideranças globais repudiaram veementemente a ofensiva. “É inaceitável”, declarou o presidente americano Donald Trump no sábado à noite. Ele acrescentou que avaliará uma possível participação dos Estados Unidos nas operações militares contra os houthis e que conversará com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, líder de fato do reino. Outras nações e organismos internacionais, como a União Europeia, classificaram o episódio como uma “escalada perigosa”.

Enquanto isso, a instabilidade na região persiste com confrontos contínuos no Iêmen e o controle estratégico do Estreito de Bab al-Mandeb em disputa. A emissora Al Masirah relatou retaliações com novos bombardeios na província de Sanaa, evidenciando que a crise geopolítica na Península Arábica continua longe de uma solução pacífica.

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