Um avião comercial precisou alterar sua rota e realizar uma aterrissagem imprevista no último domingo (11/10) após um carregador portátil iniciar um princípio de incêndio no bagageiro superior. A aeronave, operada pela companhia IndiGo, transportava 180 ocupantes e fazia o trajeto entre Nova Délhi e Chennai, na Índia, antes de ser redirecionada para Hyderabad, onde aterrissou em segurança.
Desvio de rota e atendimento aos passageiros
O jato comercial aterrissou no Aeroporto Internacional Rajiv Gandhi, situado em Hyderabad, distando mais de 600 quilômetros do destino planejado inicialmente — um trajeto equivalente à distância rodoviária entre São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG). Felizmente, nenhum ocupante ficou ferido durante o incidente.
Registros em vídeo que circulam na internet mostram o momento das chamas geradas pelo dispositivo eletrônico no compartimento superior de bagagens, enquanto viajantes tentam conter o fogo utilizando tecidos e bolsas. Em posicionamento oficial enviado à imprensa, a empresa se manifestou sobre o episódio: “A tripulação de cabine agiu rapidamente, e a situação foi controlada. Seguindo os protocolos estabelecidos, os pilotos desviaram o voo e pousaram em segurança”.
Logística e substituição de aeronave
Como medida de suporte, a companhia responsável disponibilizou uma nova aeronave para transportar os viajantes até o destino original. O incidente reacende os debates sobre os riscos associados a baterias de lítio a bordo de aeronaves comerciais e a importância do cumprimento rigoroso das normas de segurança.
Regulamentação e normas de transporte
No Brasil, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estabelece diretrizes rígidas para o transporte de power banks. Pela normativa vigente, os acumuladores de energia são proibidos no porão e devem obrigatoriamente integrar a bagagem de mão.
Entre as principais exigências estabelecidas pelo órgão regulador estão:
– Cada viajante pode portar no máximo dois aparelhos. – Os dispositivos precisam ter capacidade energética de até 100 Wh. Modelos entre 100 Wh e 160 Wh exigem aval prévio da empresa aérea, enquanto versões superiores a 160 Wh são totalmente proibidas. – É estritamente proibido utilizar os carregadores para repor a carga de celulares ou outros eletrônicos durante o voo. – Os equipamentos devem obrigatoriamente apresentar proteção contra curto-circuito, com terminais devidamente isolados ou acondicionados na embalagem original de fábrica.








