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EUA vão transmitir ao vivo execução de ex-militar em Fort Hood

ONU classifica a decisão como tortura enquanto o Pentágono defende a medida para o condenado por massacre em 2009.

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EUA transmitirão ao vivo fuzilamento de ex-militar condenado à morte

O Pentágono confirmou que a execução do ex-militar condenado por um massacre em uma base dos Estados Unidos será transmitida ao vivo, gerando forte reação internacional e denúncias de que a medida constitui tortura por parte da ONU.

O caso do massacre em Fort Hood

Nidal Hasan, um psiquiatra militar muçulmano de origem palestina, foi o responsável pela morte de 13 pessoas durante um ataque perpetrado em 2009 na base militar de Fort Hood. O atentado também deixou dezenas de feridos entre soldados.

A sentença capital está agendada para o próximo dia 3 de dezembro e marcará a primeira execução realizada pelas Forças Armadas norte-americanas desde 1961, além de ser a primeira conduzida por um pelotão de fuzilamento desde a Segunda Guerra Mundial. A aprovação da pena foi dada pelo presidente Donald Trump, após investigações apontarem que a ação foi inspirada pela Al-Qaeda.

Justificativa do Pentágono e críticas da ONU

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou publicamente que a pena capital ocorrerá por meio de um pelotão de soldados e que o evento será aberto ao público através da internet. A decisão foi anunciada durante uma entrevista concedida a um ativista digital.

Em resposta, o escritório do alto comissário da ONU para os Direitos Humanos emitiu um comunicado repudiando veementemente a iniciativa da transmissão.

A decisão também foi duramente criticada no cenário político interno. O senador democrata Chris Murphy classificou a medida como inaceitável e comparou o formato a práticas medievais. Dados de organizações de direitos humanos apontam que execuções públicas ainda ocorrem em países como Afeganistão e Irã, mas são extremamente atípicas no Ocidente moderno.

Histórico do julgamento e o atentado

Durante o processo judicial conduzido em 2013, o réu optou por conduzir sua própria defesa sem apresentar testemunhas ou negar os crimes. A investigação demonstrou que o atirador mantinha contato com o clérigo radical Anwar al-Awlaki e manifestava oposição ferrenha às intervenções militares americanas no Iraque e no Afeganistão.

O episódio chocou o país por violar a segurança de uma instalação militar, um tipo de ocorrência que, embora os tiroteios sejam recorrentes em território americano, permanece incomum em quartéis e bases das Forças Armadas. Outros incidentes isolados em instalações militares nas últimas décadas também mobilizaram agências de segurança e o FBI devido a motivações extremistas.

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