Mila Seidl, viúva de Lito Sousa, usou as redes sociais nesta quinta-feira (8/10) para fazer uma reflexão profunda sobre a primeira semana sem o companheiro. O criador de conteúdo faleceu no último dia 1º de outubro, aos 59 anos, vítima da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição degenerativa rara. Emocionada, a influenciadora abriu o coração sobre o processo de aceitação da perda e admitiu que desejava ter tido mais tempo ao lado do marido.
O início da dor e o processo de despedida
Durante o desabafo, ela pontuou que o sofrimento muitas vezes se inicia antes mesmo do falecimento, conforme a enfermidade avança e a pessoa se distancia da realidade.
“Sete dias que o Lito partiu. É um luto bem difícil, mas não começa, em alguns, casos, no dia em que a pessoa parte. Começa um pouco antes, quando você começa a não ver mais aquela pessoa ali. Eu me fazia muito essa pergunta: ‘O que doeria mais, não ter ele em vida ou não ter mais ele aqui depois que ele partisse?’. Agora que eu vivi as duas coisas, sigo não tendo essa resposta”, iniciou.
A ausência constante e a transformação pessoal
A criadora de conteúdo explicou que a memória do companheiro permanece presente em todos os momentos do seu dia a dia, alterando permanentemente sua perspectiva sobre a vida.
“No dia em que a pessoa parte, metade de você segue a vida normal, e a outra fica lá com ela para sempre”, desabafou ela, que completou: “Às vezes até sorrio, mas minha cabeça não sai do Lito”, disse.
Ela também ressaltou como a ausência impacta sua existência diária. “Como é sobreviver sem metade de si? Você sobrevive, da mesma forma que sobrevive sem um braço, uma perna, um órgão… mas nunca vai ser igual”, acrescentou ela, sem conseguir conter a emoção.
Indagações e busca por respostas
Em meio ao sofrimento, Mila mencionou que sua visão sobre a própria existência mudou completamente após a tragédia familiar.
“Engraçado que este ano eu falei nos meus stories, muito antes do Lito ficar doente, que eu não sobreviveria se um dia eu perdesse ele. Estava enganada, ainda existo. Mas aquela Mila que disse aquilo não existe mais… não esperem que eu seja a mesma pessoa. Nunca mais eu serei”, declarou.
A busca por compreensões a levou a questionar a própria fé durante este momento doloroso. “Tento buscar sinais em tudo, respostas para aliviar o que eu sinto. Estou brigada com Deus? Talvez eu esteja. Me ajoelhei muito e rezei muito. Não fui atendida. Alguns dizem que é porque ele [Lito] completou a missão dele. Pode ter sido… e essa busca por respostas que sei que não vou ter… pelo menos não agora”, declarou Mila.
Lembranças e ensinamentos
Por fim, a influenciadora destacou os aprendizados deixados pelo marido e revelou qual o objeto mais precioso que guarda como recordação.
“Eu queria só mais um pouquinho de tempo com ele. Ele ensinou que a vida… preste atenção nisso porque o Lito era muito sábio… é uma viagem com bilhete de ida e volta. Então, a gente tem volta. A gente esquece e acha que é imortal”, refletiu.
“Além do meu filho, eu tenho um pedacinho de cabelo dele, que para mim é um tesouro imenso e eu vou guardar para sempre. Todo o resto, roupa… isso realmente não tem sentido. Não importa tanto quanto aquele pedacinho de cabelo”, concluiu.







