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Israel ataca Gaza e deixa mortos no 7 de Outubro

Novos bombardeios atingem o enclave palestino justamente no aniversário de três anos da ofensiva do Hamas.

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Israel ataca Gaza no aniversário do 7 de Outubro e mata três pessoas

Novos bombardeios israelenses atingiram a Faixa de Gaza nesta quarta-feira (7), resultando em três mortes, de acordo com o relato de autoridades palestinas. A ação militar ocorreu exatamente no dia em que o conflito atinge a marca de três anos desde os episódios de 7 de outubro conduzidos pelo grupo islamista Hamas.

As consequências dos ataques O impacto das explosões pôde ser percebido além da divisa territorial, na região onde parentes das vítimas se aglomeravam para prestar homenagens aos mais de 300 óbitos registrados durante o festival de música Nova no fatídico dia.

Na região da Cidade de Gaza, o centro médico Al-Shifa reportou o falecimento de duas pessoas após investidas noturnas de Israel. Paralelamente, o organismo de Defesa Civil local confirmou que um dos indivíduos atingidos trabalhava como socorrista voluntário na área administrada pelo Hamas. Já no sul, em Khan Yunis, o hospital Nasser registrou o óbito de um idoso de 60 anos, além de múltiplos feridos na mesma ocorrência.

Por sua vez, as forças armadas de Israel sustentam que duas das pessoas que perderam a vida no enclave palestino integravam as fileiras de combatentes do grupo extremista.

Condições humanitárias no enclave Mesmo após a implementação de uma trégua em outubro de 2025, o cenário cotidiano para os moradores permanece extremamente vulnerável no aniversário da data que iniciou a guerra.

“Após três anos de cerco, massacres e destruição, Israel transformou a Faixa de Gaza em um lugar inabitável”, disse Mahmud Abu Hasira, morador da Cidade de Gaza.

Atualmente, centenas de milhares de cidadãos desalojados sobrevivem em tendas improvisadas, montadas na orla marítima ou sobre escombros de edificações destruídas. Enquanto o governo israelense mantém domínio sobre aproximadamente 60% do território — concentrado nas zonas periféricas —, a maior parte dos civis reside nos redutos remanescentes sob influência do Hamas.

Apesar da liberação gradual para o fluxo de caminhões com suprimentos humanitários pós-cessar-fogo, a rotina da população segue marcada pela escassez e pelo desespero, conforme relatado por civis locais.

“A guerra e a fome nos deixaram famintos, amedrontados e deslocados, vivendo em barracas e lutando contra preços exorbitantes”, afirmou.

Balanço geral do conflito Desde o início das hostilidades, a campanha militar conduzida por Israel já vitimou mais de 74.200 pessoas, conforme estatísticas divulgadas pelo Ministério da Saúde de Gaza, cujos registros contam com chancela e validação da Organização das Nações Unidas (ONU). Em contrapartida, a incursão inicial promovida pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 resultou em 1.221 óbitos, amparando-se em levantamentos oficiais do governo israelense.

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